Adriane descarta reajuste da tarifa e cobra troca de 235 ônibus
Prefeita classifica o atual processo de intervenção como difícil, mas necessário
A venda das empresas que formam o Consórcio Guaicurus para a HP Mobilidade não provocará aumento imediato na tarifa do transporte coletivo de Campo Grande, segundo a prefeita Adriane Lopes (PP). Ela afirmou nesta terça-feira (21) que o valor da passagem será mantido ao menos até o encerramento da intervenção municipal.
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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), garantiu que a venda do Consórcio Guaicurus para a HP Mobilidade não provocará aumento imediato na tarifa do transporte coletivo. Segundo ela, o valor da passagem será mantido durante os 180 dias de intervenção municipal. A prefeitura ainda aguarda a apresentação de um cronograma de investimentos da nova empresa antes de autorizar a transferência.
“Quero deixar a população bem tranquila. Até o final dessa intervenção, não tem aumento de tarifa. Nós não vamos onerar as pessoas que utilizam o transporte”, declarou.
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A intervenção foi estabelecida por até 180 dias. Nesse período, uma equipe indicada pelo município assumiu a administração do sistema e iniciou o levantamento das informações financeiras, operacionais e contratuais das quatro empresas que integram o consórcio.
Segundo Adriane, a prefeitura ainda não possui dados suficientes para definir qual seria o valor adequado da passagem. A análise dependerá da conclusão das auditorias feitas pela equipe interventora.
“Eu não tenho hoje o custo e nem o valor real de uma tarifa ideal para a cidade, porque existem dados que ainda precisam ser apurados”, afirmou.
A prefeita disse que a definição não será tomada por decisão política isolada. Caberá à equipe técnica avaliar receitas, despesas, número de passageiros e os demais custos envolvidos na operação.
“Não cabe a mim, como prefeita, fazer essa avaliação. Existe uma equipe de intervenção e ela vai propor essa mudança”, disse.
Apesar de ter sido comunicada sobre a venda do Consórcio Guaicurus, a prefeitura ainda precisa analisar e autorizar a transferência. A HP terá de apresentar um cronograma com os investimentos e as mudanças que pretende realizar no transporte coletivo da Capital.
Enquanto esse processo não for concluído, a intervenção continua e não há alteração imediata no valor pago pelos passageiros.
“Diante desse novo cenário e do cronograma apresentado, nós vamos cobrar a mudança e a transformação tão esperada ao longo dos anos para o transporte público de Campo Grande”, declarou Adriane.
A prefeita afirmou que o município já sabe quais melhorias pretende cobrar de uma eventual nova operadora. Entre elas estão a renovação da frota, a instalação de ar-condicionado, a reforma dos terminais e o aumento da qualidade do serviço.
“Campo Grande já sabe o que é necessário. É necessária a mudança e a melhoria do transporte. Como? Ônibus novos, ar-condicionado, qualidade, terminais reformados e a prestação de serviço que deveria ter sido feita e não foi”, afirmou.
Segundo Adriane, 235 ônibus já deveriam ter sido substituídos pelo Consórcio Guaicurus. Ela declarou que a agência municipal responsável pela regulação cobrou e multou as empresas repetidas vezes, mas as obrigações não foram cumpridas.
“Hoje nós temos 235 ônibus que deveriam ter sido trocados. A agência de regulação fez o seu papel, cobrando e multando várias vezes, mas o consórcio não cumpriu aquilo que era dever dele”, disse.
A prefeita afirmou que a HP será recebida em Campo Grande, mas condicionou o aval do município à apresentação de uma proposta concreta para solucionar os problemas do sistema.
“Ela é bem-vinda em Campo Grande, desde que faça uma proposta que seja a solução para o problema do transporte da nossa Capital. Quer entrar em Campo Grande? Pode, mas vai ter que fazer o seu papel e propor a mudança tão esperada pelos usuários”, declarou.
Adriane também afirmou que a prefeitura pretende apresentar mudanças no sistema dentro do prazo previsto para a intervenção.
“Quero deixar bem claro para a população de Campo Grande que, dentro desses 180 dias, nós vamos propor a mudança no transporte público da Capital”, disse.
A prefeita não informou se a tarifa poderá ser revista depois do encerramento da intervenção. Segundo ela, qualquer definição dependerá dos resultados da auditoria, do cálculo do custo real do sistema e da proposta apresentada pela empresa compradora.
“É um processo difícil, mas que vai trazer um resultado para o transporte da Capital”, concluiu.
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