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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

26/02/2015 11:11

Agentes não conseguem entrar em 19 mil imóveis e combate à dengue é prejudicado

Flávia Lima
Mutirões continuam em bairros com grande infestação do mosquito. (Foto:Arquivo Campo Grande News/Marcos Ermínio)Mutirões continuam em bairros com grande infestação do mosquito. (Foto:Arquivo Campo Grande News/Marcos Ermínio)

Os imóveis fechados e a dificuldade de localizar alguns moradores tem sido uma barreira no combate à dengue em Campo Grande, já que acabam se transformando em potenciais abrigos de focos do mosquito Aedes Aegypti, causador também da febre chikungunya.

De acordo com o chefe do Setor de Controle de Vetores do CCEV (Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais), Alcides Ferreira, desde o mês passado já foram visitados pelas equipes da Sesau (Secretaria de Saúde), 170 mil imóveis. Desse total, 19 mil estavam fechados, o que representa 14% das residências visitadas. Alcides explica que uma parcela está fechada por motivo de locação, venda ou abandono, porém o maior problema encontrado na maioria deles é a ausência de moradores que se encontravam no trabalho.

Nos casos em que o morador está no trabalho, os agentes deixam na residência um termo de agendamento para que o responsável entre em contato com a Sesau e agende uma visita. No entanto, Alcides afirma que nem 10% dos moradores retornam as solicitações. “O pessoal não está levando muito a sério o problema da dengue”, diz.

Para ajudar a população, Acides diz que as equipes estão trabalhando até aos domingos, mas apesar da oferta de horários, muitas pessoas não solicitam a vistoria. “Trabalhamos inclusive em horário de almoço e até trocamos alguns dias da semana pelo sábado ou domingo”, diz.

As visitas continuam até o final de fevereiro e a meta é vistoriar pelo menos 300 mil imóveis. Ao todo a Capital tem cerca de 350 mil imóveis. Alcides calcula que nessa segunda fase de visitas as equipes terão dificuldade de entrar em outros 14%. As equipes estão tentando localizar os responsáveis pelos imóveis abandonados ou sob responsabilidade de imobiliárias através de cadastros na prefeitura e na Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente).
“Primeiro esgotamos todas as possibilidades de contato. Procuramos até em outros estados para só depois acionarmos o Ministério Público para conseguirmos entrar nessas residências”, explica Alcides.

Segundo ele, o pedido de ajuda à Justiça deve ser feito apenas em março, após a conclusão de todas as visitas. Com os mandados expedidos, os agentes entram nessas residência com a ajuda de chaveiros. “Depois de encerrar seu cronograma, o agente tenta recuperar algumas dessas casas fechadas, isso leva um tempo”, ressalta.
Alcides explica que mesmo acionando o Ministério Público, nem todos os imóveis são vistoriados. As equipes priorizam apenas os que tem reclamação de vizinhos e estão em condições precárias, principalmente com piscinas.

“Dependendo do caso deixamos uma notificação dando um prazo para a pessoa realizar a limpeza do local ou os agentes mesmos tomam as providências”, ressalta.

Os imóveis fechados representam grande preocupação também porque segundo dados do Lira (Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti), 80% dos focos do mosquito estão nas residências. Os bairros com maior infestação são o Jardim Noroeste e região do Nova Lima. Nesses locais os mutirões de limpeza continuam intensificados.



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