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Capital

“Ainda fez chacota”, diz família sobre suspeito de matar adolescente esfaqueado

Procurado pelo crime também é adolescente e mora no no mesmo bairro da vítima

Por Viviane Oliveira e Bruna Marques | 04/03/2024 08:52
Escola homenageou o garoto enviando uma coroa de flores (Foto: Bruna Marques)
Escola homenageou o garoto enviando uma coroa de flores (Foto: Bruna Marques)

Familiares e amigos estão inconformados com a morte precoce do adolescente de 17 anos, esfaqueado no abdômen e no peito numa festa, na Rua Cláudio Manoel da Costa, no Bairro Nova Lima, na madrugada de domingo (3). Ele chegou a ser socorrido para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Nova Bahia, mas não resistiu.

Nesta manhã, durante o velório numa Pax da Avenida Presidente Ernesto Geisel, a família disse que ainda não sabe o motivo da briga que terminou em tragédia e pediu por Justiça. O garoto será sepultado por volta das 10h no cemitério Jardim da Paz.

O suspeito do crime, também tem 17 anos, é conhecido no bairro e ainda não foi localizado. Segundo Thays Cristina Rodrigues Pinheiro, 31 anos, irmã do garoto, depois que o irmão faleceu, os amigos fizeram uma live lamentando a morte e o autor ainda teve coragem de comentar no vídeo e fazer chacota dizendo: “antes chorar a mãe dele do que a minha”, contou.

O garoto esfaqueado era o filho caçula dos homens, no  total de dez irmãos. Ele morava com a avó no Bairro Nova Lima. Conforme Thays, estava dormindo quando ficou sabendo que o irmão havia sido ferido a golpes de faca, na sequência, por volta das 2h de domingo, recebeu informação da morte do adolescente, após duas paradas cardiorrespiratórias.

Manchas de sangue na Rua Cláudio Manoel da Costa onde o adolescente foi ferido (Foto: Clara Farias) 
Manchas de sangue na Rua Cláudio Manoel da Costa onde o adolescente foi ferido (Foto: Clara Farias)

Sobre o crime, os familiares ainda não sabem muita coisa. “O que a gente sabe é que ele estava numa festa. Lá, teve uma uma briga generalizada, um grupo de meninos segurou ele e o autor deu as facadas. Ele caiu no chão e os donos da casa, pais da menina que fazia a festa, não prestaram socorro. Dizem que chamaram o Samu, mas ele acabou sendo socorrido pelos amigos do bairro”, lamentou Thays.

“Meu irmão não estava envolvido com nada de errado. Ele estudava, trabalhava, era do Instituto Mirim. Muito triste. Quando a pessoa mexe com coisa errada, a gente espera o pior, mas como o menino é bom, é triste saber que ele foi morto assim. Ele corria atrás das coisas dele trabalhando, nunca mexeu em nada de ninguém”, desabafou. Sobre o suspeito, a família pede que ele seja responsabilizado. “A gente sabe que ele é menor e como é a lei nestes casos. Mas queremos que ele responda pelo que cometeu e se entregue”.

Muito emocionada, Denise Rodrigues Pinheiro, mãe do garoto, mostrou à equipe de reportagem a coroa de flores que a Escola Estadual Ada Teixeira do Santos Pereira havia mandado em homenagem ao filho. “Ele era muito querido no Instituto Mirim, na escola. O pessoal da Mirim já veio aqui. Um menino sem defeitos, exemplar mesmo, foi um erro, uma fatalidade”, lamentou.

O nome dos adolescentes, tanto do suspeito quanto da vítima, foi omitido para preservar a identidade, como prevê o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

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