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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

29/07/2014 10:27

Além de crescer 47%, roubos são mais violentos e não poupam nem PM

Renan Nucci
Comerciante foi baleado na perna durante assalto. (Foto: Marcelo Calazans)Comerciante foi baleado na perna durante assalto. (Foto: Marcelo Calazans)
Coronel Carneiro afirma que a PM desenvolve ações específicas no combate ao crime. (Foto: Marcelo Calazans)Coronel Carneiro afirma que a PM desenvolve ações específicas no combate ao crime. (Foto: Marcelo Calazans)

Assaltantes estão agindo mais e sendo mais violentos neste mês em Campo Grande. Segundo levantamento da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), o número de roubos teve aumento de 47% de 1º a 29 deste mês na cidade em relação ao mesmo período do ano passado. Além do crescimento, os criminosos estão mais violentos, baleando e até matando as vítimas. 

A Secretaria de Segurança, no entanto, aponta queda na criminalidade "em diversas regiões de Campo Grande". Durante debate sobre as metas de redução da criminalidade no Estado, no início deste mês, o secretário Vantuir Jacini, expôs que a sensação de segurança melhorou. Com destaque para a região do Prosa, onde os roubos a estabelecimentos comerciais caíram 29,4% nos primeiros seis meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Números de redução da criminalidade foram registrados ainda na região do Anhanduizinho, roubo em residência (-66,7%), e roubo em estabelecimento comercial (-41,2%) e na região do Lagoa com menos 12,5% de queda nos roubos a estabelecimentos comerciais, segundo dados divulgados pelo secretário.

No entanto, de 1° janeiro a 29 de julho deste ano, segundo dados obtidos pelo Campo Grande News junto à Sejusp, foram registrados 2.689 roubos na Capital, envolvendo todos os tipos, sendo que no mesmo período do ano passado houve 1.820, o que representa aumento de 47,7%.

PM - Segundo coronel Carlos de Santana Carneiro, a Polícia Militar está atenta a este cenário e por isso, realiza operações específicas de combate ao crime, tais como a “Saturação”, que tem resultado na prisão de criminosos.

“Temos um setor de inteligência que mapeia pontos críticos e fornece dados importantes para o trabalho dos policiais”, disse Carneiro, destacando que o apoio da comunidade é importante. “O cidadão tem que ser amigo da PM e ajudar no nosso trabalho, principalmente por meio de denúncias”, completou.

PM foi baleado dentro de loja da família no Oliveira. (Foto: Marcelo Vitor)PM foi baleado dentro de loja da família no Oliveira. (Foto: Marcelo Vitor)

Alerta - A situação preocupa os moradores que precisam alterar sua rotina para evitar a ação dos criminosos, como o caso da operadora de telemarketing Cláudia Rafaella da Silva Pereira, de 20 anos.

A jovem foi assaltada há cerca de dois meses enquanto voltava para a casa, na Vila Albuquerque. Desde então familiares diariamente a vigiam enquanto desce do ônibus e se dirige até a entrada do residencial onde mora. “Eles ficam me esperando. Agora sempre que vejo uma moto passando por perto, fico assustada”, disse a jovem.

Ela conta que era início da noite quando desceu de um ônibus de transporte público e caminhava em direção a entrada do residencial, quando foi abordada por um motociclista. O indivíduo se aproximou e anunciou o assalto.

“Ele pediu minha bolsa. Quando tentei olhar para o rosto dele ele me ameaçou, e levantou a camisa mostrando uma arma. Em seguida, bastante nervoso, pediu meu celular, no momento em que um morador abriu o portão do residencial. O bandido se apavorou, pegou o telefone e tentou puxar minha bolsa, mas segurei com força e ele desistiu”, relatou.

Cláudia diz que ficou em estado de choque durante a ação, e que chorou muito após o ocorrido. “Fiquei sem reação, muito assustada”, disse a operadora de telemarketing reforçando que já não se sente tão segura assim para transitar nas ruas de Campo Grande. Segundo ela a violência preocupa. “Foi uma situação horrível, traumática”.

Em outro caso recente, ocorrido na madrugada do dia 19, o comerciante Luiz Bezerra da Silva, 74 anos, acabou baleado em tentativa de assalto no bairro Maria Aparecida Pedrossian. Dois bandidos encapuzados chegaram a pé e invadiram a lanchonete da vítima, que fica em um trailer na Rua Marina do Couto Fortes. Armados, eles anunciaram o assalto e obrigaram Bezerra a se deitar e a entregar a carteira com documentos e dinheiro.

Com um revólver apontado para a cabeça, o comerciante não resistiu e atendeu às ordens, porém, mesmo assim foi baleado na perna direita. O funcionário que o ajudava foi agredido com socos. “Meu pai estava fechando a lanchonete quando essas pessoas apareceram. Um funcionário que estava por lá presenciou tudo, acionou a polícia e me chamou. Eu mesmo coloquei meu pai no carro e o levei para o hospital”, disse na oportunidade André Luiz da Mata, 27 anos, filho de Bezerra.

Delegado Fábio Peró, da Derf, diz que bandidos temem pena de crime de latrocínio. (Foto: Marcos ErmínioDelegado Fábio Peró, da Derf, diz que bandidos temem pena de crime de latrocínio. (Foto: Marcos Ermínio

Mortes - Recentemente, dois casos chamaram ainda mais a atenção das autoridades, pois a vítimas, ambas policiais militares, foram executadas. No dia 3 de junho, Rony Maycon Varoni de Moura Silva, 28 anos, morreu ao ser alvejado por um grupo de moto que queria roubar do PM um malote com R$ 20 mil, na saída para Aquidauana. A vítima estava de caso e prestava serviço de transporte de valores a uma distribuidora de bebidas.

Na última quarta-feira (23), o PM Valdir Antunes de Oliveira, 41 anos, foi baleado durante assalto a sua loja que fica no Jardim Oliveira. Três homens armados invadiram o local e renderam a esposa e o filho da vítima (um bebê), além de uma funcionária e um cliente. O trio tomou R$ 200 e ficou esperando a chegada de Valdir que não estava no local. Ao se aproximar, o PM foi atingido por disparos, e morreu a caminho do hospital.

O delegado Fábio Peró, da Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos), comentou sobre a onda de assaltos. Segundo ele, os assaltantes não vão com a intenção de matar a vítima, já que sabem que o crime de latrocinio é o que tem a pena maior. "Quando acontece de ocorrer de atirarem contra as vítimas é porque a vítimas reage ou eles estão muito drogados", afirmou o delegado.

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O impressionante é que o poder público não admite que a cidade está praticamente aberta aos crimes que se multiplicam a cada mês, eles insistem em dizer que a criminalidade está controlada e diminuindo, de duas uma, ou o poder público está sendo administrado por loucos, ou eles estão colhendo dados de outra cidade que não seja Campo Grande, já digo isso há muito tempo, nossa cidade está órfã de segurança publica.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 29/07/2014 12:18:15
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