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Saúde e Bem-Estar

SES define regras para aplicação de vacina contra bronquiolite em bebês

Imunização deve ser aplicada em prematuros e crianças de até 24 meses com comorbidades

Por Silvia Frias | 17/03/2026 08:29
SES define regras para aplicação de vacina contra bronquiolite em bebês
Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal de ação prolongada (Foto/Arquivo)

A SES (Secretaria Estadual de Saúde) publicou resolução que estabelece como será a aplicação do nirsevimabe, anticorpo monoclonal usado na prevenção do VSR (vírus sincicial respiratório), principal causador de bronquiolite em bebês.

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A Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul definiu critérios para aplicação do nirsevimabe, anticorpo monoclonal que previne o vírus sincicial respiratório em bebês. A medida prioriza recém-nascidos prematuros e crianças até 24 meses com comorbidades, com aplicação preferencialmente nas maternidades.Em Campo Grande, quatro hospitais estão habilitados para o procedimento, incluindo a Santa Casa e o Hospital Universitário. No interior, unidades em Dourados, Corumbá, Três Lagoas e outras cidades também realizarão a aplicação do medicamento pelo Sistema Único de Saúde.

O Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal de ação prolongada, administrado em dose única, que confere proteção imediata contra o vírus sem exigir que o organismo produza seus próprios anticorpos, função diferente de uma vacina tradicional.

Pelo texto, a aplicação deve ocorrer preferencialmente ainda na maternidade, antes da alta hospitalar, em recém-nascidos prematuros. Também entram no público crianças de até 24 meses com comorbidades, como cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, imunossupressão, fibrose cística e síndrome de Down. A regra deixa claro que a aplicação independe da vacinação da gestante contra o vírus.

Caso a criança elegível não receba o anticorpo durante a internação, o acesso passa a ser feito pela RIE (Rede de Imunobiológicos Especiais), com solicitação médica e análise do caso.

A resolução também lista as maternidades habilitadas para aplicação no Estado. Em Campo Grande, estão incluídas a Maternidade Cândido Mariano, a Santa Casa, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, unidade vinculada à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e referência em média e alta complexidade no SUS . Na capital, a vacinação passou a ser ofertada a partir de dezembro de 2025.

No interior, a aplicação será feita em unidades como o Hospital Universitário de Dourados, a Santa Casa de Corumbá, o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora em Três Lagoas, o Hospital Regional de Amambai, o Hospital Regional de Ponta Porã, além de hospitais municipais e santas casas em cidades como Bonito, Nova Andradina, Rio Brilhante, Aquidauana, Paranaíba, Jardim, Cassilândia e Maracaju.

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