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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

19/09/2016 16:23

Além de escolas e delegacias, presos reformam prédio para projeto social

Sede de empresa que foi desativada abrigará cursos do programa ‘Rede Solidária’, do Governo do Estado

Anahi Zurutuza
Internos que trabalham na reforma de empresa desativada (Foto: Thiago Vieira/TJ)Internos que trabalham na reforma de empresa desativada (Foto: Thiago Vieira/TJ)

Além de trabalhar na reforma de escolas e delegacias, detentos do regime semiaberto de Campo Grande estão finalizando as obras de melhorias nas instalações de uma antiga empresa no bairro Jardim Noroeste – no leste de Campo Grande – onde funcionará a segunda unidade do programa “Rede Solidária”, do Governo do Estado. Oito internos do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira foram escalados para o projeto.

A unidade 2 do “Rede Solidária” atenderá 850 pessoas cadastradas no Vale Renda oferecendo acesso a serviços relacionados a lazer, cultura, esportes, trabalho e alimentação. Para o local, já estão programados cursos de música, balé, futebol, karatê e informática.

Uma horta será plantada e as verduras utilizadas para a confecção das refeições oferecidas para os participantes do projeto. A ideia é ainda ensinar as famílias a cultivarem hortaliças em casa para baratear os gastos com alimentação. Todas as ações são coordenadas pela Sedhast (Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho).

Construído em uma área de 7,2 mil metros quadrados, a unidade tem estrutura física de 2.338 m². A previsão de início das atividades é para esse segundo semestre de 2016.

Horta já começou a ser cultivada (Foto: Thiago Vieira/TJ)Horta já começou a ser cultivada (Foto: Thiago Vieira/TJ)
Sala de informática; juiz Albino Coimbra (de terno), idealizador de projetos de ressocialização, visitou a obra na sexta-feira (Foto: Thiago Vieira/TJ)Sala de informática; juiz Albino Coimbra (de terno), idealizador de projetos de ressocialização, visitou a obra na sexta-feira (Foto: Thiago Vieira/TJ)

Mão de obra – Já os presos fazem parte do programas de ressocialização idealizados pelo juiz Albino Coimbra Neto, da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande. Conforme a assessoria de imprensa do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o Estado já economizou R$ 2 milhões por meio da parceria com o Judiciário para as reformas de seis escolas estaduais na Capital pelas mãos de presos.

Além do “Pintando e Revitalizando a Educação com Liberdade” para a revitalização de unidades de ensino, na quinta-feira (15), o Judiciário e o Executivo estadual lançaram o “Mãos que Constroem” para a reforma de delegacias de polícia com a mão de obra dos detentos.

O bairro – O Noroeste, onde vivem 13 mil pessoas, foi escolhido para receber o programa de governo por conta de diagnóstico de vulnerabilidade social. No bairro, segundo a Sedhast, houve aumento de 150% nos homicídios na região de 2014 para 2015.

Além disso, segundo a secretaria, grande parte da população é de crianças e o bairro ainda apresenta o pior índice de qualidade de vida de Campo Grande, segundo um relatório feito pela Prefeitura da Capital em 2015.

Nem a Sedhast e nem o Judiciário divulgaram o valor gasto na obra com a mão de obra, uma vez que presos são remunerados pelo trabalho, e com o material de construção. O governo também não divulgou o valor do aluguel do prédio no Noroeste.

Por meio da assessoria de imprensa, a Sedhast informou que está levantando o quanto foi investido na reforma até agora.

Matéria alterada para acréscimo de informação às 17h16. 



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