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Capital

Alvos da "Turn Off" ganham direito à liberdade 2 dias após prisão

Irmãos empresários, ex-secretário, ex-servidora e assessor parlamentar conseguiram habeas corpus

Por Anahi Zurutuza e Ângela Kempfer | 01/12/2023 19:56
Um dos presos chegando à sede do Gaeco para depor nesta sexta-feira (1º) (Foto: Marcos Maluf)
Um dos presos chegando à sede do Gaeco para depor nesta sexta-feira (1º) (Foto: Marcos Maluf)

Os irmãos Lucas de Andrade Coutinho e Sérgio Duarte Coutinho Júnior, suspeitos de corromperem servidores públicos para obter vantagem em licitações e lucrar milhões com contratos do Governo de Mato Grosso do Sul, ganharam direito à liberdade. O Campo Grande News apurou que além da dupla, alvo da Operação Turn Off nesta quarta-feira (29), o ex-secretário adjunto de Educação, Edio Antônio Resende de Castro, o assessor parlamentar Thiago Haruo Mishima, e a ex-servidora Andréa Cristina Souza Lima também serão soltos, após passarem duas noites na cadeia.

Todos os processos relacionados à operação tramitam em segredo de Justiça. Os cinco alvos foram os que entraram com habeas corpus entre esta quinta-feira e hoje.

A tendência é que as defesas dos outros três presos peçam a extensão da decisão para Victor Leite de Andrade, primo de Lucas e Sérgio, o ex-coordenador da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) Paulo Henrique Muleta Andrade, e para a ex-servidora Simone de Oliveira Ramires Castro.

O esquema - O Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) e o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) investigam as oito pessoas presas e outros alvos por formar organização criminosa voltada à prática de crimes de fraude à licitação, peculato e corrupção.

Resumidamente, o esquema consistia em burlar licitações abertas para a compra de equipamentos e materiais de consumo para as secretarias estaduais de Educação e Saúde com a ajuda de servidores e vender os produtos superfaturados. Os irmãos Lucas de Andrade Coutinho e Sérgio Duarte Coutinho Júnior negociavam propina para obterem ajuda dos funcionários do governo e vantagem sobre os outros concorrentes.

Os contratos investigados somam R$ 68 milhões. Pelo menos quatro empresas estão sob suspeita, a Maiorca Soluções em Saúde, de propriedade de Sérgio Coutinho Júnior, e a Comercial Isototal Ltda, que tem como dono Lucas Coutinho, conforme dados abertos divulgados no site da Receita Federal, a Isomed Diagnósticos e a Health Brasil Inteligência em Saúde Ltda.

As apurações começaram durante a Operação Parasita, deflagrada no dia 7 de dezembro de 2022. “Dados extraídos dos aparelhos celulares dos investigados Lucas de Andrade Coutinho e Sérgio Duarte Coutinho Júnior, apreendidos por ocasião” direcionaram a atenção do Gaeco e Gecoc para as contratações das empresas da dupla pela administração estadual, conforme trecho da decisão do juiz Eduardo Eugênio Siravegna Junior, da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, que autorizou as prisões e buscas.

Ainda conforme divulgado pelo MP, “Turn Off” faz referência ao "primeiro grande esquema descoberto nas investigações, relativo à aquisição de aparelhos de ar-condicionado e decorre da ideia de ‘desligar’ (fazer cessar) as atividades ilícitas da organização criminosa investigada”.

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