ACOMPANHE-NOS    
AGOSTO, SEGUNDA  10    CAMPO GRANDE 21º

Capital

Antes de ser assassinada, Carla sofreu violência sexual, aponta exame em corpo

Carla foi sequestrada na frente de casa na noite de terça-feira (30); morte ocorreu horas depois, segundo polícia

Por Anahi Zurutuza | 04/07/2020 13:51
Corpo foi deixado em frente a comércio em esquina da rua onde Carla morava (Foto: Kísie Ainoã)
Corpo foi deixado em frente a comércio em esquina da rua onde Carla morava (Foto: Kísie Ainoã)

Antes de ser morta por esgorjamento, corte profundo no pescoço, Carla Santana de Magalhães, de 25 anos, sofreu violência sexual. Segundo o delegado Carlos Delano, responsável pelas investigações, os exames no corpo indicam que “a vítima sofreu violência/violação em partes do corpo que indicam ter havido estupro”.

O Campo Grande News já havia apurado que marcas no corpo também evidenciam que a jovem foi torturada. A morte aconteceu logo após o rapto, ainda conforme informações preliminares da necropsia. “A análise do cadáver indica que quando foi encontrado [na manhã de ontem, dia 3], a morte tinha ocorrido havia pelo menos 36 horas, o que indica que ocorreu na quarta feira. Ou madrugada ou durante o dia”, explicou o delegado.

Carla foi sequestrada na frente de casa na noite de terça-feira (30). Ela chegou a pedir socorro para a mãe. O cadáver foi abandonado, nu, na calçada de um comércio na mesma rua onde a vítima morava no Bairro Tiradentes. Um irmão e um primo de Carla e encontraram sem vida.

Outro detalhe é que não havia marcas de sangue no local e aparentemente o corpo foi lavado.

O delegado não quis dar mais detalhes sobre a investigação. “Não anteciparemos suspeito nem linha de investigação, pois a divulgação precoce dessas informações pode comprometer a eficiência do trabalho”, explicou.

Embora o feminicídio tenha sido uma das hipóteses levantadas na investigação sobre o assassinato de Carla Santana de Magalhães, de 25 anos, as características do crime levam a polícia para outra linha de apuração. Segundo fontes ouvidas pelo Campo Grande News, aparentemente quem matou a jovem deixou o corpo perto da casa dela como uma espécie de "recado", método que não é típico de crimes cometidos por ódio ou passionais.

A forma de matar, a degola ou esgorjamento, como foi no caso de Carla, costuma ser usada por facções criminosas, nos chamados “tribunais do crime”. O intrigante é que a jovem não tinha ficha criminal e até onde se sabe, qualquer envolvimento com organizações do tipo.