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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

07/04/2011 17:03

Apesar de superlotação, CNJ classifica presídios de Campo Grande como regulares

Fabiano Arruda

Estudo sobre as condições levou em conta fatores como saúde, infra-estrutura e remuneração dos agentes

 Apesar de superlotação, CNJ classifica presídios de Campo Grande como regulares

Dos 3,2 mil presos a mais que a capacidade de vagas no sistema carcerário em Mato Grosso Sul, só em Campo Grande, são 1,9 mil detentos, em quatro unidades, acima da capacidade. Apesar dos números, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) classificou como regulares as condições das unidades.

Os dados constam no sistema Geopresídios, lançado pelo CNJ nesta semana que traça um raio-x do sistema carcerário no País, com dados baseados em inspeções feitas pelo juízes.

Embora registrem alta superlotação, o estudo para avaliar as condições de cada unidade na Capital levou em conta condições de saúde, como higiene; infra-estrutura, como instalações hidráulicas; estrutura de pessoal e remuneração dos agentes.

As quatro unidades na Capital foram visitadas em março. No presídio de Segurança Máxima, o sistema aponta a maior lotação. São 1.678 detentos para 642 vagas.

Já no Instituto Penal de Campo Grande, são 800 presos para 268 vagas.

No Presídio de Trânsito, são 456 presos para 180 vagas, aponta o Geopresídios, enquanto o Estabelecimento Feminino Irma Zorzi comporta 326 presas para 231 vagas.

MS – Em Mato Grosso do Sul, o levantamento do CNJ indica 10.893 presos, entre homens e mulheres, para 7.635 vagas. Do total de detentos, são 31% que estão nas celas, mas aguardam julgamento.

Conforme o levantamento, Mato Grosso do Sul tem 121 estabelecimentos prisionais. São 9.867 homens e 1.008 mulheres em todo Estado.

Geopresídios - O sistema disponibiliza informações sobre cada unidade prisional escolhida em todo País, como lotação do presídio, quantidade de vagas, condições do estabelecimento, número de agentes e computadores.

“O sistema oferece informações que servem para ditar políticas publicas. Se não temos dados, não há como fazer uma gestão (do sistema carcerário) apropriada. No sistema temos informações precisas sobre o numero de estabelecimento”, explicou o coordenador do Geopresídios, juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Márcio Fraga, segundo informações publicadas no site do conselho.

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