ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
MARÇO, DOMINGO  15    CAMPO GRANDE 27º

Capital

Fila de 1,3 mil pacientes para exames do trato urinário é investigada pelo MP

A fila de espera chega a quase 3 anos na rede pública de Campo Grande

Por Izabela Cavalcanti | 15/03/2026 07:42
Fila de 1,3 mil pacientes para exames do trato urinário é investigada pelo MP
Fachada da Santa Casa de Campo Grande; hospital é um dos habilitados para realizar a avaliação urodinâmica (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

A fila de espera na rede pública de Campo Grande para triagem e avaliação para diagnosticar problemas no trato urinário chega a 35 meses, quase 3 anos. Atualmente, 1.393 pacientes aguardam pelo procedimento.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A fila de espera para avaliações urodinâmicas na rede pública de Campo Grande ultrapassa 35 meses, com 1.393 pacientes aguardando o procedimento. O Ministério Público Estadual instaurou um inquérito civil para investigar a demora, após identificar que o número de exames realizados nos últimos seis meses está muito abaixo do necessário. Hospitais como Santa Casa e Humap estão entre os habilitados para o procedimento, mas há discrepâncias entre a produção prevista e a efetiva. O MPMS solicitou à Secretaria Municipal de Saúde dados atualizados sobre a fila de espera, tempo médio e justificativas para a ampliação da oferta. A Secretaria Estadual de Saúde também será ouvida sobre a organização do serviço. O inquérito, que contém dados sensíveis de pacientes, segue sob acompanhamento rigoroso da Promotoria de Justiça.

O MPMS (Ministério Público Estadual),  por meio da 32ª Promotoria de Justiça da Saúde Pública de Campo Grande, instaurou inquérito civil para apurar a demora.

A avaliação urodinâmica é um exame que analisa o funcionamento da bexiga e do trato urinário inferior para identificar incontinência, obstruções, alterações neurológicas e outras condições que exigem intervenção precoce.

De acordo com o MPMS, relatórios enviados mostram que, nos últimos 6 meses, foram realizados exames em número muito abaixo do que é necessário para absorver a demanda reprimida.

Os hospitais habilitados para realizar o procedimento são: Santa Casa, Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), Hospital do Câncer Alfredo Abrão e Hospital São Julião.

Também foi identificada a diferença entre a produção prevista nos contratos e a produção efetivamente realizada, além da falta de informações sobre o fluxo regulatório e os critérios utilizados para priorizar os pacientes.

O MPMS solicitou à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) dados atualizados da fila, tempo médio de espera, cumprimento das metas contratualizadas e justificativas técnicas para ampliação da oferta.

A SES (Secretaria Estadual de Saúde) também terá que se manifestar sobre a organização do serviço e eventual pactuação na CIB/MS (Comissão Intergestores Bipartite).

Os hospitais contratualizados serão ouvidos para detalhar sua capacidade real de atendimento, produção mensal e limitações estruturais.

 O inquérito está com o acesso restrito em razão de ter dados sensíveis de pacientes, e seguirá sob acompanhamento rigoroso da Promotoria.

O Campo Grande News entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande e aguarda o retorno.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.