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Campo Grande, Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

10/01/2019 18:26

Após 14 dias esperando cirurgia no ombro, paciente recebe alta sem operação

Liniker Ribeiro

Uma jovem de 22 anos desabafou em seu perfil na internet, nesta quarta-feira (10), após receber alta do Hospital Universitário, em Campo Grande, sem conseguir realizar cirurgia para colocação de uma placa de titânio em um de seus ombros. Larissa Fernanda foi vítima de um acidente com moto três dias antes do Natal e ficou cerca de 14 dias internada aguardando o procedimento.

Segundo ela, os próprios funcionários da unidade de saúde relataram a necessidade da cirurgia, mas de acordo com o hospital, o procedimento não seria possível devido à falta do material.

“Fizemos todos os procedimentos: raio x, tomografia, e fui para a sala de ortopedia onde o médico me deu esperança de fazer minha cirurgia. Fiquei 4 dias em um corredor onde passavam e ficavam pessoas com doenças”, afirma a jovem na publicação.

Antes de receber alta, a paciente ainda relata que chegou a ir para o quarto, no dia 30 de janeiro. Durante todo este tempo, a paciente afirma ter ouvido da equipe médica que seu ferimento era considerado grave, com chances de perder até 60% do movimento. A jovem também relata que só pediam para ela “ter calma”, durante todo o momento.

No momento da alta, Larissa conta que ouviu dos próprios médicos que o caso seria de entrar na Justiça para conseguir uma liminar autorizando o Estado a comprar o material. Segundo ela, a justificava para liberar a paciente foi justamente para que ela pudesse “correr atrás” disso.

Resposta – Questionado, o hospital confirmou, por meio da assessoria de imprensa, à falta da placa de titânio. “A situação dela é bem específica porque precisa fazer cirurgia e colocar uma placa de titânio, mas o hospital não tem esse material por conta de processo licitatório. Faz três anos que a gente tenta, abre pregão eletrônico, mas não tem participação das empresas”, justifica a unidade de saúde.

Ainda conforme o hospital, o fato da unidade seguir preços estipulados pela tabela do SUS (Sistema Único de Saúde), não tem atraído as empresas. O HU também informou que o caso foi repassado à Sesau e que diversas transferências para a Santa Casa foram solicitadas, porém todas as tentativas foram negadas.

A direção do hospital, inclusive, teria entrado em contato com o Ministério Público, que agendou uma reunião para o início de fevereiro para tratar do assunto. “Todos os procedimentos necessários foram realizados. A todo o momento que ela esteve no hospital, foi assistida e medicada”, concluiu o hospital.



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