Após 1ª leva, Agetran instalará mais radares na Capital ainda no 1º semestre
Primeira leva começou a funcionar em novembro; estudos indicarão novos pontos

A Prefeitura de Campo Grande vai ampliar o número de radares para fiscalizar o trânsito da cidade ainda no primeiro semestre de 2026. A Agetran (Agência de Transporte e Trânsito) confirmou a expansão dos equipamentos na cidade após a primeira leva, ativada em novembro do ano passado, mas ainda não há detalhes de quantos serão instalados e nem os novos locais. Segundo o órgão municipal, a decisão de escolha dos novos pontos será feita com base em estudos técnicos, levando em conta a análise da segurança viária, o fluxo de veículos e o histórico de ocorrências de trânsito.

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A Prefeitura de Campo Grande planeja expandir o número de radares de fiscalização de trânsito no primeiro semestre de 2026. A decisão da Agetran (Agência de Transporte e Trânsito) será baseada em estudos técnicos, análise de segurança viária, fluxo de veículos e histórico de ocorrências. O novo sistema de fiscalização, implementado em outubro de 2025, é gerido pelo consórcio CG Segura, com contrato de R$ 47,9 milhões. Nos dois primeiros meses de operação, foram registradas 7,8 mil infrações, totalizando aproximadamente R$ 1,4 milhão em multas, sendo as principais violações o excesso de velocidade e avanço de sinal vermelho.
Estruturas como as utilizadas para abrigar os equipamentos eletrônicos estão sendo colocados na mesma posição em vários pontos da cidade, mas segundo a prefeitura elas serão utilizadas para novas placas de indicação de locais, tendo como foco a chegada de visitantes no final do mês para a COP15, que trará um grande fluxo de pessoas à cidade, com convites apresentados a 130 países. O tema central do encontro será a conservação das espécies migratórias.
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Novo contrato - A instalação dos novos equipamentos começou em outubro de 2025, após a conclusão da licitação. O contrato anterior já tinha se encerrado, mas a execução acabou se prolongando ao longo do tempo. Inclusive, as multas chegaram a ser questionadas na Justiça, que concedeu liminar — decisão depois reformada em grau de recurso. O mérito do assunto ainda não foi julgado.
A contratação anterior foi encerrada em 31 de agosto e, logo após, o novo contrato foi firmado com o grupo que venceu a licitação, oferecendo o valor de R$ 47,9 milhões para instalação, monitoramento e manutenção dos equipamentos registradores de infrações, incluindo o fornecimento de plataforma de gestão de dados, central de monitoramento, sistema de análise e inteligência de imagens veiculares e sistema de processamento de imagens e de infrações de trânsito.
No final de janeiro foram publicados suplementos no Diário Oficial da Prefeitura com as multas lançadas ao longo dos dois primeiros meses de operação, totalizando 7,8 mil infrações e uma estimativa de R$ 1,4 milhão em cobranças, conforme levantamento feito a partir das publicações.
Após fases iniciais de caráter educativo e de aviso, os equipamentos passaram a registrar infrações com aplicação efetiva de penalidades. A principal infração registrada foi a de transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%, prevista no artigo 218, inciso I, do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), uma infração média, com multa de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
Além da velocidade, os dados mostraram volume significativo de infrações por avanço de sinal vermelho, enquadradas no artigo 208 do CTB, com 2,6 mil flagrantes feitos pelos equipamentos.
O consórcio responsável pelos serviços é o CG Segura, composto pelas empresas Serget Mobilidade Viária Ltda, Mobilis Tecnologia S/A, Meng Engenharia Comércio e Indústria Ltda e Energy Tecnologia de Automação S/A. A Serget atuou no consórcio anterior, o Cidade Morena, que era liderado pela Perkons S.A. e administrou os radares da Capital desde 2018.
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