Volta dos radares já rendeu 7,8 mil multas em dois meses
Somadas, autuações podem render até R$ 1,45 milhão se todas forem confirmadas e pagas
O retorno da fiscalização eletrônica em Campo Grande já se reflete em números expressivos. Levantamento do Campo Grande News, com base em seis editais publicados pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), aponta 7.850 registros de infrações por excesso de velocidade e avanço de sinal vermelho entre 11 de novembro de 2025 e 10 de janeiro de 2026. São mais de 130 por dia.
RESUMO
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A fiscalização eletrônica em Campo Grande registrou 7.850 infrações de trânsito entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. Do total, 5.224 foram por excesso de velocidade, com multa de R$ 130,16, e 2.626 por avanço de sinal vermelho, com penalidade de R$ 293,47. O novo sistema de fiscalização, operado pela Serget Mobilidade Viária Ltda., faz parte de um contrato de R$ 47,9 milhões com a prefeitura. Se todas as infrações forem confirmadas e pagas, a arrecadação potencial pode ultrapassar R$ 1,45 milhão no período analisado.
A apuração considerou tanto editais de notificação de autuação, que correspondem à fase inicial do processo administrativo de trânsito, quanto editais de notificação de penalidade, quando a multa já foi aplicada após análise da autoridade de trânsito. Os dados foram extraídos dos suplementos do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), a partir da identificação dos códigos utilizados para infrações registradas por fiscalização eletrônica.
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O período analisado coincide com a implantação gradual dos novos radares na Capital. Após fases iniciais de caráter educativo e de aviso, os equipamentos passaram a registrar infrações com aplicação efetiva de penalidades, conforme cronograma divulgado anteriormente pela prefeitura.
A infração mais recorrente foi a de transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%, prevista no artigo 218, inciso I, do CTB (Código de Trânsito Brasileiro). Considerada infração média, a conduta resulta em multa de R$ 130,16 e quatro pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
Nos seis editais analisados, foram identificados 5.224 registros desse tipo, sendo 4.510 ainda em fase inicial de autuação, quando o proprietário do veículo pode apresentar defesa prévia ou indicar o condutor infrator, e 714 já convertidos em penalidade, com multa formalmente aplicada.
Caso todas as autuações sejam confirmadas e quitadas integralmente, a arrecadação potencial com essa infração pode chegar a R$ 680 mil. Considerando apenas as penalidades já aplicadas, o valor estimado é de aproximadamente R$ 93 mil.
Sinal vermelho - Além da velocidade, os dados mostram volume significativo de infrações por avanço de sinal vermelho, enquadradas no artigo 208 do CTB, com predominância do código 6051, utilizado para registros feitos por fiscalização eletrônica.
No período analisado, foram contabilizados 2.626 registros, sendo 1.362 em fase inicial de autuação e 1.264 já em fase de penalidade. Classificada como infração gravíssima, a conduta prevê multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH.
Caso todas as autuações avancem para penalidade e sejam pagas, a arrecadação potencial pode ultrapassar R$ 770 mil, enquanto o valor referente apenas às multas já aplicadas gira em torno de R$ 370 mil.
Somadas as duas infrações mais recorrentes identificadas nos editais, o volume total de registros chega a 7.850, com arrecadação potencial superior a R$ 1,45 milhão, caso todas as autuações sejam confirmadas e quitadas integralmente.
O valor efetivamente arrecadado, no entanto, depende do julgamento das defesas e recursos apresentados pelos condutores.
Esses editais analisados também registram outras infrações de trânsito, como irregularidades relacionadas à sinalização viária, circulação e parada em locais proibidos, conversões indevidas e uso de celular ao volante, o que indica que os documentos refletem um conjunto mais amplo de ações de fiscalização realizadas no período.
O novo sistema de fiscalização eletrônica, da Serget Mobilidade Viária Ltda., empresa de São Paulo, integra contrato de R$ 47,9 milhões firmado pela prefeitura, que prevê a instalação, operação e manutenção dos equipamentos em diversas regiões da Capital.
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