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Capital

Após 2 horas de operação, Gaeco deixa complexo de regulação com malote

Esquema tinha tentáculos em várias áreas da saúde, como exames, cirurgias e leitos

Por Aline dos Santos e Geniffer Valeriano | 07/07/2026 11:18


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O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão na Operação Gutenberg, que investigou um esquema criminoso na saúde pública de Mato Grosso do Sul. Servidores cooptados condicionavam autorizações de exames, cirurgias e leitos hospitalares, além de fraudar compras públicas com aquisição irregular de livros paradidáticos. As ações ocorreram em Campo Grande e outras cidades do estado, além de São Paulo e Goiás.

Após quase duas horas, equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deixaram o prédio do Core (Complexo Regulador Estadual), na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, levando um malote com material apreendido.

Na Operação Gutenberg, os policiais do Batalhão de Choque chegaram às 5 horas. A equipe do Gaeco entrou às 8h40  e deixou o local às 10h45.

 Conforme o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o esquema criminoso se valia da influência de servidores cooptados na área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até vagas de leitos em hospitais. O Campo Grande News entrou em contato com a SES (Secretaria Estadual de Saúde) e aguarda retorno.

De acordo com a investigação, os suspeitos também usavam servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta por inexigibilidade de licitação para a aquisição de livros paradidáticos. O total chega a R$ 27 milhões.

A ofensiva cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

O nome da operação, "Gutenberg", faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, ao contrário, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.

A ação contou com o apoio operacional do Batalhão de Choque e do Bope (Batalhão de Operações Especiais).

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