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Capital

Após chamar chaveiro e usar pé de cabra, PF deixa empresa de engenharia

Justiça Federal determinou sequestro de R$ 23 milhões de cada um dos indiciados

Por Aline dos Santos e Antonio Bispo | 09/05/2024 10:37
Policial Federal sai de empresa com malote visivelmente cheio e pesado. (Foto: Antonio Bispo)
Policial Federal sai de empresa com malote visivelmente cheio e pesado. (Foto: Antonio Bispo)

A PF (Polícia Federal) permaneceu por 3h40 na empresa Groen Engenharia e Meio Ambiente, na Via Park, em Campo Grande, alvo da operação Pedra de Toque. Na saída, um policial federal levou malote visivelmente cheio e pesado.

A equipe chegou ao local por volta de 6h20 desta quinta-feira (dia 9), quando uma funcionária abriu a porta principal do prédio. Às 6h40, foi chamado um chaveiro. Depois, policial ainda buscou um pé de cabra na viatura.

Em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União), a operação apura os crimes de fraude a procedimento licitatório, peculato, apropriação e associação criminosa envolvendo contratos com a Prefeitura de Três Lagoas.

A investigação identificou irregularidades na adesão da prefeitura à ata de registro de preços de órgão federal para serviços de engenharia.

Os auditores verificaram que houve direcionamento indevido da contratação para uma determinada empresa em detrimento de outras opções mais vantajosas, resultando em prejuízos financeiros significativos. A Polícia Federal aprofundou a investigação, confirmando os apontamentos realizados pela CGU e identificando necessidade de fase ostensiva. Ou seja, a operação na rua.

No período de 2017 a 2021, a empresa investigada recebeu R$ 106.699.051,00 da administração municipal e parte desses recursos teve origem em repasses federais para a área da saúde.

Ferramenta pé de cabra foi usada durante cumprimento de mandado. (Foto: Marcos Maluf)
Ferramenta pé de cabra foi usada durante cumprimento de mandado. (Foto: Marcos Maluf)

O advogado Werther Sibut, que atua na defesa da Groen Engenharia e Meio Ambiente, foi ao local e disse que a empresa deve se manifestar ao longo do dia.

A operação cumpre 20 mandados de busca e apreensão nas cidades de Três Lagoas, Campo Grande, Coxim, Naviraí e Florianópolis (município de Santa Catarina onde a Groen também tem escritório). A 1ª Vara da Justiça Federal de Três Lagoas determinou sequestro e bloqueio de cerca de R$ 23 milhões de bens de cada um dos indiciados.

A reportagem não conseguiu contato com o prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro (PSDB).

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