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Capital

Após novo desmoronamento, Ernesto Geisel tem trecho interditado

Por Marta Ferreira | 13/01/2012 18:45
Agetran interditou trecho após novo desmoronamento que ampliou buraco e fez surgir rachadura. (Foto: Simão Nogueira)
Agetran interditou trecho após novo desmoronamento que ampliou buraco e fez surgir rachadura. (Foto: Simão Nogueira)

Recortada por trechos com desmoronamentos, a avenida Ernesto Geisel foi interditada esta tarde, no cruzamento com a avenida Euler de Azevedo, após um buraco na pista aumentar e uma rachadura atingir duas faixas de tráfego de veículos , à margem do córrego Segredo. A interdição é para quem é o tráfego da via no sentido centro,até a rua Eça de Queiroz.

No mesmo trecho, no sentido de quem vem do centro para bairro, foi interditada uma pista, também por conta de um desmoronamento, que levou um pedaço do asfalto à beira do córrego.

A interdição foi decidida pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), que foi acionada, por volta das 16h, pela Defesa Civil. O órgão, por sua vez, foi informado do agravamento do problema pelo Corpo de Bombeiros, após moradores da vizinhança ligarem para a corporação.

A alternativa para os motoristas que vem dos bairros e pretendem acessar a Ernesto Geisel a partir da Euler é seguir até a 13 de maio e partir dela retornar para pegar a avenida novamente.

A interdição não tem prazo, diante dos riscos de novos desmoronamentos, se os carros continuassem passando por ali.

Vizinho incômodo- Para quem mora ou trabalha próximo dali, o agravamento da situação era questão de tempo, como testemunha o arte-educador Pietro Falcão, 29 anos, que trabalha em um ateliê de teatro de bonecos bem em frente do trecho onde há o desmoronamento.

Pietro diz que o local estava perigoso principalmente pela falta de sinalização e pela escuridão de noite, que impedia de ver o buraco.

“Eu vi esse buraco abrir no Carnaval do ano passado”, lembra. De lá pra cá, a cratera só aumentou e agora levou um pedaço de uma pista da Ernesto

Geisel e abriu uma rachadura que chega à segunda faixa. Nestas condições, informaram representantes da Defesa Civil que estavam no local, é um risco muito grande permitir a passagem de veículos por ali, mesmo os de duas rodas.

A engenheira ambiental Aline Assunção Souza, de 29 anos, que também assistiu ao problema aumentar pois o marido trabalha no ateliê, explicou ao Campo Grande News que os desmoronamentos ali são provocados pela ação das chuvas no solo da região, que é frágil e ainda fica num fundo de vale.

A terra umedece e vai sendo “solapada” e acaba desmoronando explicou a engeneira. A solução, explicou, são as obras de drenagem urbana.