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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

24/03/2014 11:18

Após perícia apontar versão mentirosa de testemunha, Polícia faz novas buscas

Graziela Rezende

Já com o laudo pericial em mãos, o delegado Weber Luciano de Medeiros, responsável pelas investigações sobre a morte de um empresário do alto da cachoeira do Inferninho, em Campo Grande, diz que realizará novas diligências e que a única testemunha do crime prestará depoimento. Após isso, ele pretende encaminhar o inquérito policial ao Ministério Público.

“O laudo apontou a versão mentirosa do pedreiro Rafael Roberto da Cruz, 27 anos, e vamos agora trazê-lo até a delegacia para um novo depoimento. Desde o início, constatamos que as duas versões dada por ele não são verdadeiras. E as buscas vão apontar se tinha mais alguém na ocasião ou se realmente ele foi empurrado”, afirma o delegado.

Após o testemunho e as diligências, o delegado diz que finaliza as investigações. “Caberá ao juizado entender se aquilo se trata de um crime ou um acidente fatal. Mas com os indícios que temos também é possível pedir um indiciamento”, avalia o delegado. Recentemente, a investigação ainda apontou que Manoel possuía uma dívida de R$ 17 mil com Rafael.

Queda ou crime? – O empresário Manoel Eloísio de Souza Rufino, 63 anos, dono de uma academia no Bairro Coophavila II, caiu da cachoeira no dia 6 de janeiro deste ano. Ele parou no local, por volta das 12h30, para ver a paisagem e acabou perdendo o equilíbrio. A queda foi de uma altura de 35 metros. Na ocasião, segundo a Polícia, a vítima e Rafael seguiam para uma viagem ao Assentamento Conquista, a 17 quilômetros da Capital.

Rafael disse que a vítima não conhecia o local e resolveu parar a fim de conhecer o ponto turístico da Capital. Ele, que já conhecia a cachoeira, ficou perto do carro enquanto o patrão foi até a beira do abismo. Quando estava voltando, conforme o relato do pedreiro, Manoel se apoiou em uma árvore, desequilibrou-se e caiu.

O pedreiro conta que viu o momento no qual Manoel sofreu a queda, e a reação dele foi de correr até a caminhonete na qual os dois seguiam viagem para pegar o celular e ligar para pedir socorro. Manoel teve traumatismo craniano e morte instantânea.



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