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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

19/06/2012 16:40

Apuração diz que Andrey morreu em meio a briga por monopólio do jogo

Aline dos Santos

Presos seriam "cabeças" de organização criminosa

Andrey foi morto na rua Rio Grande do Sul. (Foto: Marlon Ganassin)Andrey foi morto na rua Rio Grande do Sul. (Foto: Marlon Ganassin)

A disputa pelo monopólio da exploração dos jogos de azar é apontada como a causa do assassinato de Andrey Galileu Cunha. Ele foi executado no dia 23 de fevereiro, em frente a uma escola na rua Rio Grande do Sul, em Campo Grande.

Conforme denúncia do Ministério Público, o policial civil Mário Cesar Velasque Ale e Flaviano Cantacini são “cabeças” de uma organização criminosa altamente estruturada, que explora jogos de azar em Campo Grande.

Os dois estão presos desde 28 de maio. No mesmo dia, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) prendeu Robson Ribeiro Motta. As prisões são válidas por 30 dias.

Nesta terça-feira, foi negado o terceiro pedido de habeas corpus para o policial e Flaviano. Desta vez, a decisão foi do desembargador Ruy Celso Barbosa Florence, da 2ª Câmara Criminal. A defesa alegou que não há provas concretas contra os presos, somente suposições. Segundo o desembargador, a prisão deve ser mantida para que não haja constrangimento às testemunhas que serão ouvidas.

Conforme a denúncia, há “prova segura da materialidade dos delitos de homicídio”, bem como da formação da quadrilha, com a apreensão de máquinas caça-níqueis, máquinas jukebox, armas de fogo e munições.

O policial é lotado na Deops (Delegacia Especializada de Ordem Política e Social) e já havia sido preso no início do mês passado durante a operação Orfeu, que apreendeu máquinas caça-níquel e também de música não licenciadas.

Em cumprimento a mandado de busca e apreensão na casa do investigador, o Gaeco encontrou um revólver calibre 38 com documentação vencida e munições ponto 40 e 38 sem documentação, provavelmente compradas no Paraguai. Ele foi autuado em flagrante de posse irregular de arma de fogo.

A investigação aponta que horas antes de ser morto, Andrey esteve na Deops, local de trabalho de Mário César. Flaviano Cantacini é empresário e Robson Ribeiro Motta já foi denunciado em 2010 na operação Las Vegas como sendo responsável pela distribuição de máquinas caça-niqueis.

Em 2007, Andrey foi preso na operação Xeque-Mate, realizada pela PF (Polícia Federal). À época, foi divulgado que ele fez acordo de delação premiada, ou seja, um acordo com a Justiça para passar informações. Em maio de 2009, ele voltou a ser preso; desta vez na operação Las Vegas. Em 2008, a polícia estourou dois cassinos, no Jardim dos Estados, comandados por Andrey.



Documentação vencida e munição,é brincadeira!!! Todo policial tem que comprar munição se quiser ter defesa eficaz. Espero que resolva logo esse caso,tá parecendo novela da globo com tantos suspeitos e nenhum culpado...
 
arivaldo paiva em 20/06/2012 08:32:01
Que o Brasil é o país da impunidade todo mundo sabe.. mas sinceramente espero justiça nesse caso. Quem mata é bandido.. independente se é policial, padre, presidente, etc etc.. e lugar de bandido é na cadeia... Mas vamos aguardar cenas do próximo capítulo... se a justiça do homem falhar, a justiça de Deus nunca falhará! O juízo final se dá para todos, independente de credo, raça ou posição social.
 
Leticia Coelho em 20/06/2012 07:54:42
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