ACOMPANHE-NOS    
NOVEMBRO, TERÇA  24    CAMPO GRANDE 32º

Capital

Atacadista terá de pagar indenização por “deixar” fardos caírem sobre criança

Mercado de Campo Grande foi responsabilizado pelo mau acondicionamento de produtos em prateleira

Por Anahi Zurutuza | 21/10/2020 14:02
Desembargador Marco André Nogueira Hanson, relator do processo, durante julgamento (Foto: TJMS/Divulgação)
Desembargador Marco André Nogueira Hanson, relator do processo, durante julgamento (Foto: TJMS/Divulgação)

Mãe e filha serão indenizadas em R$ 8 mil – metade para cada – por atacadista de Campo Grande que foi responsabilizado pelo mau acondicionamento de produtos em prateleira. A menina, com 7 anos à época do ocorrido , foi atingida por fardos contendo pacotes de sabão em pó quando estava às compras com a mãe, em 2017.

Conforme relatou a defesa da criança, também representada pela mãe no processo, os pacotes pesavam de 40 a 60 kg e no momento do acidente, as consumidoras não receberam qualquer assistência do supermercado.

Com ajuda do pai, a menina foi levada para um hospital, onde passou 4 horas em observação. “Após a realização de exames para diagnóstico de eventuais lesões cranianas, de coluna e pescoço, a menor foi liberada para finalmente, juntamente com sua mãe, retornarem ao lar”, narra a defesa, completando que o episódio provocou traumas.

Conforme divulgado pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, para o relator do recurso, desembargador Marco André Nogueira Hanson, ficou demonstrado que o acidente aconteceu dentro do estabelecimento e ressaltou que não havia dúvida sobre a “culpa” do atacadista.

“Não tendo a empresa comprovado, como seria de rigor, a culpa exclusiva da vítima, e ainda, considerando-se que o zelo pela integridade física dos consumidores por parte de estabelecimentos comerciais é inerente ao próprio negócio, dúvida não pode haver da sua responsabilidade civil”.

Ele entendeu que R$ 4 mil é o suficiente para indenizar cada uma, como forma de “reparar os danos sofridos e servir de prevenção para que a empresa não volte a repetir sua conduta danosa”.

Nos siga no Google Notícias
Regras de comentário