Um é absolvido e dois pegam 20 anos por morte de mulher queimada viva na Capital
Crime aconteceu em 2021, quando a casa foi incendiada com a vítima dentro no Vivendas do Parque

Cinco anos após o crime que chocou moradores do Bairro Vivendas do Parque, em Campo Grande, dois homens foram condenados nesta terça-feira (10) pela morte de Elizabete Cristina Bezerra, de 30 anos. Haldeny de Alencar Pereira e Vanderlei Cardoso Ferreira receberam pena de 20 anos de prisão em regime fechado após decisão do Tribunal do Júri.
RESUMO
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Dois homens foram condenados a 20 anos de prisão pelo assassinato de Elizabete Cristina Bezerra, de 30 anos, ocorrido em Campo Grande. Haldeny de Alencar Pereira e Vanderlei Cardoso Ferreira espancaram a vítima e atearam fogo em sua casa, resultando em sua morte por carbonização em novembro de 2021. O crime foi motivado por vingança contra a irmã da vítima, Vanessa Vergilia Bezerra, suspeita de incendiar uma boca de fumo. Não encontrando Vanessa, os criminosos torturaram Elizabete para descobrir seu paradeiro. Um terceiro acusado, Juliano Fernandes da Luz, foi absolvido por falta de provas.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, os dois agrediram a vítima com pedaços de madeira e, em seguida, atearam fogo na casa onde ela estava. Elizabete acabou morrendo carbonizada.
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O crime ocorreu na madrugada de 5 de novembro de 2021, na Rua Joana Oliveira Chaves. O corpo da mulher só foi encontrado depois que o Corpo de Bombeiros conseguiu controlar as chamas.
A investigação apontou que o alvo dos criminosos seria Vanessa Vergilia Bezerra, irmã de Elizabete. Os acusados acreditavam que ela havia incendiado uma boca de fumo ligada a um deles. Sem encontrar Vanessa, passaram a pressionar Elizabete para que revelasse o paradeiro da irmã.
Segundo a denúncia, como a vítima não informou onde a irmã estava, os homens a espancaram e colocaram fogo no barraco com ela ainda dentro.
Após o incêndio, os acusados ainda foram até outro bairro em busca de Vanessa e do namorado dela, Paulo Alexandre Caceres Gonçalves de Oliveira. Os dois foram agredidos com pauladas, socos e chutes, mas conseguiram sobreviver depois que Paulo fugiu e pediu ajuda a uma equipe do Corpo de Bombeiros que passava pelo local.
Durante o julgamento, no entanto, os jurados entenderam que essas agressões não configuraram tentativa de homicídio. O caso foi desclassificado para lesão corporal leve, o que depende de representação das vítimas.
O terceiro acusado no processo, Juliano Fernandes da Luz, foi absolvido. A maioria dos jurados entendeu que não ficou comprovado que ele participou das agressões atribuídas a ele.
Com a decisão do júri, Haldeny e Vanderlei foram condenados pelo homicídio qualificado de Elizabete, crime considerado hediondo pela legislação brasileira. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.


