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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

12/05/2014 15:46

Bernal desmontou equipe técnica da Semadur e parou 3 mil obras

Zana Zaidan
Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano fala da crise criada pelo antecessor (Foto: Zana Zaidan)Secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano fala da crise criada pelo antecessor (Foto: Zana Zaidan)

A falta de preparo da equipe escolhida pelo ex-prefeito Alcides Bernal (PP) para administrar a Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) fez com que 3 mil empreendimentos fossem paralisados em Campo Grande. A equipe, antes dividida em núcleos chefiados por engenheiros, foi desmontada e substituída por comissionados sem preparo técnico.

Esta foi a situação encontrada pelo engenheiro civil João Alberto Borges dos Santos, que assumiu a pasta no dia 4 de abril e adotou como prioridade destravar os processos parados. A meta é concluir o trabalho até o final do mês, o que será possível com a nova “Lei da Anistia”, sancionada no dia 27 de março, afirma o secretário.

“Faltou preparo e o resultado está aí, uma sala cheia de documentos parados. Antes de o então prefeito assumir, todas as divisões tinham à frente um engenheiro. A Semadur é uma secretaria não só legalista, que faz cumprir a legislação vigente, mas também muito técnica, que exige conhecimento específico”, opina Borges, que já foi adjunto da Semadur na gestão do ex-prefeito Nelson Trad (PMDB) e agora retorna à pasta.

A idéia é usar a Lei Complementar 226, que suspende parte das exigências da Lei de Uso do Solo e do Código de Obras, para agilizar a liberação de 1,2 mil alvarás, regularizar 500 obras em curso e mil Habite-se pendentes.

Uma força-tarefa foi organizada na secretaria – pelo menos 60 fiscais e outros oito engenheiros estão envolvidos na vistoria de imóveis. “E temos recebido empresários que, com a nova gestão, nos procuraram para voltar a discutir a implantação de empreendimentos, além da população, que veio rever a questão das exigências para tocar obras e reformas”, explica Borges.

“As pessoas não tinham a quem se reportar para discutir o projeto. O empresário que quer construir quer saber qual a burocracia, como obter licenças, mas que agilidade. Se não recebe uma resposta, fica receoso de investir, e acaba desistindo”, acrescenta.

Empreendimentos – Só de empreendimentos, Borges enumera hotéis, prédios residenciais e escritórios que deixaram de ser construídos por causa da morosidade. Os projetos envolvem as grandes construtoras da Capital – Plaenge, Brookfield e Maxxi, cujos representantes, agora, já foram recebidos por Borges – além do Grupo Jereissati, dono do Shopping Bosque dos Ipês, que busca licença para construir dois prédios (um hotel e um de escritórios) ao lado do centro comercial.

“Esse tipo de obra é mais que o IPTU que virá para a prefeitura, gera emprego, renda, movimenta a cidade como um todo”, finaliza o secretário.



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