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Capital

Bernal entrou perguntando o que faziam ali na casa e atirou, diz chaveiro

Maurílio relata ter visto o ex-prefeito armado e conta: “No momento em que olhei, ele já disparou”

Por Lucia Morel e Clara Farias | 26/05/2026 16:03


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Chaveiro que abriu a casa do ex-prefeito Alcides Bernal para o novo dono, Roberto Carlos Mazzini, fugiu a pé no dia do crime com medo de ser baleado. Em depoimento na primeira audiência do caso, Maurílio da Silva Cardoso afirmou que Bernal chegou atirando. Quando mandado deitar, ele aproveitou que o ex-prefeito virou as costas e escapou pelo portão, sem ouvir o segundo disparo.


O chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, que abriu a casa do ex-prefeito Alcides Bernal para que o novo dono, o fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, entrasse no local, fugiu a pé no dia do crime com medo de ser também atingido. Em depoimento nesta tarde, na primeira audiência do caso, ele afirmou que Bernal chegou perguntando o que estavam fazendo ali e atirou.

Ao relembrar o dia da tragédia, Maurílio conta que Bernal entrou com a arma em punho e “no momento em que eu olhei, ele já disparou”. Com as mãos erguidas e com medo, começou a dizer que era chaveiro e que estava apenas fazendo o serviço para o qual tinha sido contratado.

“Daí ele pediu pra eu deitar e continuou caminhando com a arma em punho. Mas aí pensei: deito ou não deito? Se eu deitar pode acabar sobrando pra mim, mas aí ele virou as costas pra mim e ao invés de eu deitar, eu fui andando rápido em direção ao portão e ele nao olhou pra mim e eu consegui sair do portão”, revela, informando que não chegou a ouvir o segundo disparo feito pelo ex-prefeito.

Ele seguiu adiante pela Rua Antônio Maria Coelho por cerca de 30 metros e parou, olhou para trás e viu que Bernal não tinha ido atrás dele. Parou e esperou por cerca de 20 minutos até descer para o outro lado da rua e ver a movimentação da casa. “Aí que eu fui voltar lá pegar minha maleta de ferramenta, a chave do meu carro”, disse.

Respondendo ao Ministério Público Federal, ele falou que toda a ação foi muito “instantânea” e que a vítima não teve tempo de se explicar.

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