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Cidades

Preso por assassinato de fiscal, Bernal tem registro suspenso pela OAB

A comissão definiu a suspensão em sessão extraordinária realizada na sexta-feira

Por Inara Silva | 16/05/2026 11:57
Preso por assassinato de fiscal, Bernal tem registro suspenso pela OAB
Ex-prefeito Alcides Bernal durante entrevista (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

A OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul) decidiu, na tarde de sexta-feira (dia 15), suspender preventivamente o registro profissional do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal. A  suspensão por 90 dias foi definida durante sessão extraordinária da Comissão de Ética

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A OAB/MS suspendeu por 90 dias o registro profissional do ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal, após ele ser preso em flagrante pelo assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, ocorrido em 24 de março de 2026. O crime foi registrado por câmeras de segurança no imóvel que a vítima havia arrematado em leilão. Esta é a segunda suspensão de Bernal pela OAB, que em 2020 já o havia impedido de advogar por 30 dias.

O fato ocorre após o assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, em 24 de março de 2026. Na época do crime, a própria OAB emitiu nota lamentando o crime e repudiando o assassinato. Atualmente, Bernal está preso no Presídio Militar em Campo Grande.

Bernal procurou a polícia logo após o crime e foi preso em flagrante no mesmo dia. O homicídio foi registrado pelas câmeras de segurança e ocorreu na casa onde o ex-prefeito morou, no Jardim dos Estados, em Campo Grande. O imóvel havia sido arrematado legalmente pela vítima em leilão da Caixa Econômica Federal.

Esta não é a primeira suspensão aplicada pela OAB ao ex-prefeito. Em 2020, Bernal ficou impedido de exercer a advocacia por 30 dias, ou até regularizar a situação com uma cliente. Na ocasião, ele foi acusado de não prestar contas sobre uma indenização recebida em nome da ex-catadora de recicláveis Dilá Dirce de Souza.

A denúncia veio à tona em 2013, quando Dilá procurou a OAB alegando que Bernal, que era seu advogado, teria retido valores de uma indenização paga pela Vega Engenharia Ambiental, antiga concessionária da coleta de lixo em Campo Grande.

Dilá foi atropelada por um caminhão da empresa em 1999 e ficou impossibilitada de trabalhar. A Justiça determinou o pagamento de 60 salários mínimos, além de pensão vitalícia.

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