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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

11/02/2016 23:31

Bernal inaugura UPA que pegou quase pronta e atrasou para concluir

Flávia Lima
UPA  das Moreninhas tem capacidade para atender 200 mil usuários por mês. (Foto:Allan Nantes)UPA das Moreninhas tem capacidade para atender 200 mil usuários por mês. (Foto:Allan Nantes)
Bernal disse que inconsistência de projeto, foi responsável pela demora na entrega da UPA. (Foto:Allan Nantes)Bernal disse que "inconsistência de projeto", foi responsável pela demora na entrega da UPA. (Foto:Allan Nantes)

Entregue em 2012 pelo ex-prefeito Nelson Trad Filho (PTB) com pelo menos 80% da obra concluída, a UPA 24 horas (Unidade de Pronto Atendimento) da região das Moreninhas foi inaugurada pelo prefeito Alcides Bernal (PP), somente três anos depois, na noite desta quinta-feira (11).

A solenidade de inauguração contou com um público de pelo menos mil pessoas, a maioria líderes comunitários e moradores da região, que reclamaram da demora da entrega do prédio, o que os obrigava a buscar atendimento no CRS (Centro Regional de Saúde), que funcionava até esta quinta-feira, em um prédio de estrutura precária, que há muito tempo já não suportava a demanda de 100 mil moradores da região.

Com a defasagem no serviço de saúde pública do bairro, muitos moradores buscavam atendimento em unidades de outros bairros. Era o que geralmente fazia o aposentado Francisco Amaral, que por várias vezes foi a outras unidades em busca de consulta para sua mulher, a dona de casa Maria Martins Souza Amaral.

"Não sei porque demorou tanto para acabar essa obra. Já estava quase tudo pronto", questionou a dona de casa durante a solenidade.

A mesma reclamação fazia a dona de casa Virtuosa Rodrigues da Silva, que também lamentou a lentidão na fase final da obra, o que causou atos de vandalismo e depredação no local. "Foi perdido dinheiro público só para consertar o que já tinha sido feito", ressalta. 

"Se tivessem terminado logo, não precisaríamos ter enfrentado filas enormes no CRS para marcar uma consulta", diz a merendeira Tereza Francisca dos Santos.  

Após a inauguração, que foi marcada por vaias aos vereadores Chiquinho Telles e Coringa, ambos do PSD e com base eleitoral nas Moreninhas, o prefeito Alcides Bernal percorreu as dependências da UPA para conhecer os equipamentos e conversar com os funcionários.

Enquanto visitava os ambulatórios, ele justificou a demora na entrega da unidade devido ao que ele chamou de "inconsistências no projeto", o que obrigou sua administração a refazer o projeto original. Segundo Bernal, o prédio não havia sido projetado para suportar a demanda populacional do bairro.

O secretário municipal de Saúde, Ivandro Fonseca, ainda refutou a informação de que a maior parte do prédio estava concluída. "Não é verdade, havia apenas 40% concluídos", ressaltou.

Ele ainda disse que precisou consultar o Conselho Municipal de Saúde e o Comitê de Gestores Bipartite para reprojetar a obra. "Tínhamos que ter uma unidade de emergência compatível com a demanda da região, por isso a demora", justificou.

No entanto o secretário não detalhou que elementos do projeto original precisaram ser refeitos para adequar a obra a demanda do bairro.

Ivandro Fonseca também atribuiu à cassação de Bernal, um ano após assumir a prefeitura, como um segundo agravante para a conclusão da obra.

Estrutura - Batizada de Joel Rodrigues da Rocha, a UPA, que já começou a atender a população logo após a solenida de  teve investimento total de R$ 5.115.543,56, incluindo o aditivo de mais R$ 450 mil para a conclusão do prédio, recursos do Governo Federal e pequena contrapartida do município.

Conforme o secretário, o projeto para a região é interligar a UPA com o Hospital da Mulher, a UBS (Unidade Básica de Saúde) e um Centro de Diagnóstico e Exames, que seria instalado no local que atualmente funciona o CRS (Centro Regional de Saúde) e será reformado e adaptado.

A unidade tem capacidade para atender 200 mil pacientes por mês, mas a expectativa de Ivandro é que a média de atendimento fique em torno de 19 mil. Para Bernal, a UPA pode ser considerada um mini-hospital, já que terá estrutura adequada para manter casos graves internados até a liberação para uma unidade hospitalar.

As instalações contam com um quadro de 42 funcionários, sendo 11 médicos e quatro pediatras, sendo cinco profissionais por período. A UPA oferece plantão de clínica e pediatria, além dos serviços de laboratório, raio-x e odontologia. 

A estrutura ainda conta com dez leitos de enfermaria adulto, três leitos de enfermaria pediátrica, dois quartos de isolamento, dois leitos na sala de estabilização, sala de emergência com quatro leitos equipados com ventilador mecânico, monitor multiparamétrico, desfibrilador e aparelho de eletrocardiograma.

O consultor Marcio Martins, que já aguardava atendimento para a mulher Graziela Faustino, que estava com dor de dente, elogiou a aparelhagem, mas espera que, de fato, o atendimento seja ágil. "Vamos esperar para ver porque no CRS já chegamos a ficar, por várias vezes, até cinco horas esperando atendimento", afirma.

O secretário Ivandro Fonseca disse que no último mês a prefeitura contratou 200 novos médicos para dar suporte à rede, mas não soube dizer quantos profissionais, além dos que já atuavam no CRS, foram levados para a UPA das Moreninhas para evitar as longas esperas, de até cinco horas, registrada nas demais unidades da Capital.

Sem previsão- Além da UPA das Moreninhas, a Capital ainda tem outras duas obras inacabadas de unidades 24 horas de saúde e apesar de ter anunciado em outubro do ano passado que as UPAs do Jardim Leblon e Santa Mônica seriam finalizadas em quatro meses, até o momento ainda não há previsão para a entrega desses prédios.

Tanto o secretário Ivandro Fonseca quanto o prefeito Alcides Bernal não souberam dar detalhes quanto ao andamento dos trabalhos nas duas unidades, dizendo apenas que elas devem ser entregues ainda neste semestre.

Já sobre o destino do prédio que abrigava o CRS, Ivandro ressaltou que ainda irá discutir com o Conselho Municipal de Saúde sobre sua utilização, mas a expectativa é interligar a UPA com o Hospital da Mulher, a UBS (Unidade Básica de Saúde) e um Centro de Diagnóstico e Exames, que seria instalado no local onde funcionava o CRS, que deve passar pro reforma. No entanto, não há cronograma para a conclusão de nenhum dos projetos, que podem ficar comprometidos, já que a administração de Bernal está em seu último ano.

Atendimentos a população começaram logo após a inauguração. (Foto:Allan Nantes)Atendimentos a população começaram logo após a inauguração. (Foto:Allan Nantes)
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Como sempre o prefeito, e se não bastasse agora também seu aprendiz, secretário de saúde, vem dizer que o atraso foi culpa do projeto e que foi consultar comitê e conselho bipartite, quer falar difícil para se valorizar e dizer que tem experiência.
Isso é papo furado de quem pensa que a população é idiota, desde quando membros de comitê são engenheiros, esses projetos são padrões, das UPA's, CRS's, todos eles, desde as gestões de André Puccinelli e Nelsinho nunca mudaram. A gente entra em todos eles e parece que está entrando sempre no mesmo prédio, isso se chama planta padrão para quem não sabe certo senhor secretário de saúde, fale menos e trabalhe mais, parem de culpar os outros e quem começou ou quem geriu anteriormente, não queremos mais esse blá blá blá!
 
Guto em 12/02/2016 09:33:57
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