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Capital

Bombeiro denuncia furto dentro de penitenciária e é ameaçado por presos

Os casos foram registrados e agora são investigados pela Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos)

Por Geisy Garnes | 03/12/2019 17:33
Ameaça aconteceu no Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado (Foto: Arquivo)
Ameaça aconteceu no Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado (Foto: Arquivo)

Militar do Corpo de Bombeiros, de 39 anos, que cumpre pena no Estabelecimento Penal de Regime Aberto e Casa do Albergado de Campo Grande, foi ameaçado por outros presos após denunciar o furto de peças de sua moto em frente à unidade prisional, no .

O bombeiro foi condenado pela Auditoria Militar a 1 ano e cinco meses de reclusão no regime semiaberto por apresentar pelo menos quatro atestados médicos falsos à Corporação e aproveitar o período afastado para trabalhar ilegalmente em cargos públicos de dois municípios do Paraná.

No dia 24 de novembro, dormiu na unidade penal e ao sair na manhã do dia seguinte descobriu que a carenagem e a bateria de sua moto haviam sido furtadas. Na data, procurou a Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos) para registrar o caso e se prontificou a levar imagens das câmeras de segurança que registram o movimento no estacionamento, que fica do lado de fora da unidade.

No entanto, ao pedir as imagens do crime começou a ser ameaçado por outros presos da unidade. Por isso voltou a procurar a delegacia especializada nesta terça-feira (3). “Nossa e situação bastante complicada”, contou ao Campo Grande News. Segundo o militar, alguns presos justificam que os crimes são ordenados pelo PCC (Primeiro Comando da Capital).

“Eu fico surpreso pelo fato de o estabelecimento penal não oferecer nenhuma segurança. Apesar de estar hoje vivendo na própria pele outro lado da moeda, um dia prometi exercer com honra, dignidade e se necessário com a própria vida, a população sul-mato-grossense”, afirmou.

Ainda conforme o bombeiro, o estacionamento da unidade é frequentemente ver pessoas com drogas e bebidas alcoólicas. “Vejo com temor a atual situação carcerária, onde a tão sonhada ressocialização só existe, infelizmente, no papel. Temo não só pela minha integridade física, como também de outras pessoas que sofrem com determinados elementos que não estão afim de cumprirem suas penas”. Os crimes são investigados pela Polícia Civil.

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