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Capital

Briga de gangues traz medo aos moradores do Dom Antônio

Por Nyelder Rodrigues e Helton Verão | 13/03/2013 20:42
Confrontos estão marcados para acontecer em frente ao colégio deste ontem (Foto: Vanderlei Aparecido)
Confrontos estão marcados para acontecer em frente ao colégio deste ontem (Foto: Vanderlei Aparecido)

Pessoas com medo andando nas ruas, algumas falando sobre o fato, outras negando. O motivo é a antiga briga entre as gangues do Dom Antônio Barbosa e Parque do Sol, que parece ter fugido ao controle desde este final de semana.

Nesta quarta-feira (13), o confronto assustou quem estava na região da Escola Municipal Pe. Tomaz Ghirardelli, que tem turmas até o 9º ano do Ensino Fundamental.

Testemunhas contaram que houve troca de tiros em frente ao colégio de manhã, e que pais foram buscar os filhos mais cedo pois as gangues ordenaram toque de recolher no local.

Desde ontem já havia a promessa de confronto no local, envolvendo estudantes da escola, na saída das aulas, às 17h. A Polícia Militar (PM) reforçou a segurança na região, fazendo rondas e abordagens a jovens suspeitos, mas ninguém foi detido.

Durante a tarde de hoje, Weslley Ocampos Santana, de 19 anos, foi preso após atingir dois ônibus de transporte coletivo da empresa Jaguar. Ele, que ofereceu resistência a prisão, foi levado à Depac Piratininga, onde o caso foi registrado.

Para piorar a situação, ainda há boatos de que um novo confronto entre as gangues vai acontecer nesta noite, na feira do Dom Antônio. A PM, ciente da possibilidade, garantiu que reforçará o policiamento na feira.

No domingo (10) e segunda-feira (11), dois jovens morreram em crimes com relação suspeita ao confronto entre as gangues do Dom Antônio e Parque do Sol em Campo Grande.

Adevaldo Goncalves de Almeida,de 22 anos, morreu domingo após ser baleado na rua Anselmo Selingardi. Já Henrique Fernandes da Silva, de 16 anos, morreu ao ser atingido na cabeça, enquanto um amigo de 15 anos levou um tiro no quadril. Eles estavam na rua rua Durando Pereira da Silva.

População – Alminda Rodrigues, de 43 anos, mora próximo à escola Pe. Tomaz Ghirardelli e confirmou que houve conflito. Ela afirma também que houve ameaças entre os membros das gangues e de invasão à escola, além de ser normal alunos e outros adolescentes fumarem maconha em frente ao local.

Já Glaucia da Costa, de 32 anos, contou que os filhos estudam no período matutino na escola, e que ao ir buscá-los, viu grande movimentação policial. Depois, quando foi à uma farmácia na região, comentou sobre o fato e foi orientada pela atendente a não ir à feira esta noite, pois há grande chance de acontecer um novo confronto.

Em frente à escola, uma mulher que apenas quis se identificar como Josiane, de 23 anos, contou que uma amiga tem filhos matriculados na escola, e teve que buscá-los mais cedo por causa do conflito.

A diretora do colégio, Angélica de Oliveira, afirma desconhecer a situação, e desmentiu que mães foram buscar os filhos mais cedo, e que tudo segue normalmente na escola. Quanto as rondas policiais, ela diz que são rotineiras.

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