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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

08/12/2010 16:59

Pedreiro só vai entregar moedas se Iphan for buscar

Viviane Oliveira
(Foto: Arquivo / João Garrigó)(Foto: Arquivo / João Garrigó)

O prazo para o pedreiro César Siqueira de Assis, 30 anos, entregar as moedas para o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), acabou no último dia 1 de dezembro, de acordo com ele só irá entregar as moedas se o instituo for buscar em sua residência.

O Iphan conseguiu uma decisão judicial determinando a entrega das moedas em até 5 dias. O valor da multa se o prazo não fosse cumprido é de 500 reais por dia. O prazo já acabou e César não entregou as moedas.

Segundo o pedreiro não tem como levar as moedas, por causa do peso, estimado por ele em 50 kg. "Eu não tenho carro e nem moto, de ônibus não tem como levar. Além do mais é um desaforo não vou ganhar nada e ainda tenho que levar”, disse César.

O pedreiro alega que já acionou o Instituto para entregar as moedas encontradas no quintal de casa. Segundo ele um veículo do Iphan com dois funcionários parou em frente à sua casa, mas ao invés de recolher, os funcionários falaram ao telefone e engataram marcha ré no veículo, sem dar nenhuma explicação.

O instituo informou que nunca foi enviado funcionário para buscar as moedas na residência de César. “A justiça já decidiu ele tem que cumprir agora”, disse André Luiz Rachid, chefe do departamento do Iphan.

“O caso está em âmbito judicial, quem vai decidir agora é a justiça federal”, afirmou.

A história - Assis mora desde 2002 no imóvel simples na saída para Cuiabá. Em julho começou uma obra para construir uma edícula no quintal.

Primeiro, encontrou 15 moedas e depois um balde quebrado e o restante das moedas. Algumas tão antigas que estavam enferrujadas.

Há moedas do Japão, Espanha, Holanda, Inglaterra, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Honduras, França, Portugal, entre outras. Algumas estavam estragadas e ele jogou fora.

O Iphan quer analisar o valor histórico do achado. Se comprovado, as moedas serão requisitadas para fazer parte do arquivo histórico nacional.

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Isto é um absurdo! O cara é honesto, e olha só o que dá! devia ter uma lei permitindo a gente ficar com tudo que acharmos, ou então eles pagarem pelo achado!
 
Marcos Torres em 08/03/2012 02:02:30
Isso é inaceitavel, ele encontrou moedas no quintal da casa dele, o Orgão Publico nemnada tem direito á bens na casa de ninguem esses burocratas ficam atraz de mesas delegando ordens e não tem o minimo de senso, esse trabalhador que encontrou essas moedas e dono incondicional e nao existe ninguem que tem o direito de tirar isso dele, queria que fosse comigo isso eu nao ia entregar nem sob tortura e fizesse com que todo mundo soubesse esses funcionarios do IPHAN nao tem poder nenhum sobre os seres humanos, não sao melhores que ninguem, nao tem competencia de mandar ou desmandar qualquer achado, duvido se fosse alguem de alto poder financeiro ou pelo menos uma pessoa instruida iria entregar essas moedas, a primeira coisa que eu ia fazer era registrar o achado e segundo leiloar ou vender e terceiro pagar minhas contas com dinheiro....
Repudio tais atitudes como estas... sou a favor do dirito...
 
Joao Batista em 09/04/2011 10:51:51
MEU DEUS! ISSO SÓ ACONTECE NUMA CIDADE COMO ESTA ONDE AS PESSOAS SÓ PENSAM EM SI, SÃO CORRUPTAS , MESQUINHAS . E AS PESSOAS HONESTAS SEMPRE SE DÃO MAL, TER QUE SER OBRIGADA JUDICIALMENTE ENTREGAR O TESOURO A ESSE BANDO DE COVARDES DE COLARINHO BRANCO.
 
aline Barros dos Santos em 09/12/2010 12:28:58
Olha o resultado de ser honesto.... pela atitude do IPHAN parece até que o cidadão é bandido, criminoso por ter achado as moedas e por não ter como levá-las ao instituto.
bom seria se a equipe de jornalismo do campograndenews direcionasse esse cidadão ou seu manifesto para a OAB. Lá sim tenho certeza que seria efetivamente ajudado. Aliás, indiquem ou peçam para ele procurar um bom Advogado!
abraço
 
Ricardo Almeida de Andrade em 09/12/2010 11:17:05
tivesse ficado quieto.....
 
Marcos Ortega em 09/12/2010 10:38:36
É interessante como estes "BURROCRATAS" trabalham, ao conseguir um cargo em qualquer orgão público, no caso o IPHAN, já se alvoroção como autoridades, que os servos devem obedecer, ao estalo dos seus dedos. E com que agilidade conseguiram uma decisão judicial, em um outro orgão publico, onde é notória a demora que um simples cidadão (ou servo) tem que se submeter, quando necessita dos seus serviços e decisões. Em um País, como o nosso, que não tem memória, cumpre ao orgão responsável mostrar interesse, indo atrás das possiveis descobertas e não sentar atras da mesa do escritório e ordenar que lhe tragam aquilo que considera importante ao nosso acervo cultural. Senhor André Luiz Rachid, cumpra as funções do seu cargo, vá ao local onde foi encontrado o "tesouro", avalie local, procure se informar do porque destas moedas estarem ali enterradas, é desta maneira que vamos ter memória nacional e não estalando os dedos, para que o cidadão comum cumpra as funções que são tuas do seu cargo e de sua equipe de funcionários do IPHAN.
 
Rufo Antonio da Silva em 09/12/2010 10:32:58
Realmente este acontecimento ajudará a desestimular a alguma pessoa de divulgar algum achado. Se o Iphan acredita que estas moedas possuem algum valor histórico, que o pedreiro César Siqueira de Assis seja, também, valorizado e reconhecido por sua iniciativa, e não colocado como vilão da história. É com atitudes deste tipo que se pretende avaliar o valor histórico deste achado? É uma incoerência. César deve ter um tratamento de reconhecimento e respeito, e não tratado como alguém delituoso, a mercê da justiça.
 
Miguel Ângelo Batista dos Santos em 09/12/2010 09:50:08
é não adianta ser honesto nesse pais se as moedas estivessen sido encontradas na casa de un politico com certeza os governantes pagariam uma recompensa enorme e ainda ganharia uma medalha de honra ao merito
 
anderson rocha em 09/12/2010 05:25:18
Isso e um absurdo!!!!!!!
 
Lucimar Lopes em 09/12/2010 04:50:52
Onde está o direito do ser humano de viver, esse humilde cidadão, adquire um bem, vai reformar com seus meios sacrificados, encontra um tesouro enterrado, e o Instituto processa-o para que entregue para estudo, olha entendo que vivemos de historia na estória do MS, que faz parte do Brasil. Srs. autoridades vamos sair de dentro dos escritorios, debaixo do ar condicionado, o que seria de n´so se não fosse os plantadores, pescadores, pedreiros enfim os que trabalham de sol a sol. Valorize este senhor dê uma grande gorjeta a ele. Afinal ele merece, vai ser parte da história do País. Ele é brasileiro.
 
Loenir Gomes de Arruda em 09/12/2010 01:21:30
Acho quem tem de decidir o que sera ou não feito com estes objetos é quem achou, pois se estavam dentrode uma area a qual é de propriedade dele, ngm manda la senão ele.... Acho isso uma injustiça fazerem isto com ele, pois ele estava com tantas espectativas para com elas....
 
Wellington Rodrigues de Mattos em 08/12/2010 06:24:56
Nada demais se a Justiça Federal tivesse determinado um valor monetário a ser repassado pelo Iphan ao Sr. Assis, pelo visto, pessoa humilde, de profissão humilde, morador em um bairro possivelmente de pessoas humildes, como forma de recompensa, quem sabe, fosse bom ajudar essa pessoa a concluir a reforma de sua residência, pelo menos. Talvez o próprio Iphan pudesse tomar essa atitude independente da determinação judicial, mas se quer arrecadar tais objetos, e é importante que o faça, que lembre da importância da intervenção do Sr. Assis em toda essa "história".
 
elias antonio pereira em 08/12/2010 06:17:37
gostaria que tudo acabace bem,e importante ser avaliado a idade das moedas sem duvida enriqueçe o patrimonio historico de mato grosso do sul.Mas nao podemos esquecer tbm da pessoa que encontrou este achado historico.Na minha opiniao o estado deveria dar algum tipo de gratificaçao a ele,ja que foi encontrado na residencia dele.Serveria como um tipo de incentivo ja que ele sem duvida nenhuma esta contribuindo com a historia do mato grosso do sul.
 
cristina de oliveira pereira em 08/12/2010 06:16:43
Mas bah, que absurdo, não tem um funcionário do Iphan que possa fazer o favor ao Instituto, ou mesmo carro do próprio Instituto para pegar essas moedas? Sei que é decisão judicial, mas 50 kg é pesado, uma mão lava a outra, o Iphan consegue o que quer se também der uma mãozinha ao pedreiro!
 
Christiane Mesquita de Almeida Mahrous em 08/12/2010 06:16:15
Tanta coisa mais importante pr'esses barnabés do Iphan fazer e vão importunar o coitado do pedreiro... Francamente!, só mesmo no Ême-Ésse... Deveria ele, o pedreiro, ter ficado quietinho no canto dele e pronto!, não teria arranjado esta confusão e, ainda por cima, saído-se bem, simplesmente "entesourando" ou negociado as moedas com particulares. Quis ser honesto, deu no que deu! Acorda Iphan! Vai pegar mal prá, ahn, 'instituição'.... E o pior! Prá causa do preservacionismo de nossa memória! Acorda aí, gente!...
 
Wagner Luis Weber em 08/12/2010 05:56:20
achado nao e roubado e um absurdo o que querem fazer com este cidadao que deveria ser indenizado por ter encontrado tais moedas e muito lamentavel isto so serve de exemplo que quando alguem encontrar algum tesouro ou algo que seria importante para a humanidade vai ficar para si ou deixar onde esta
 
jose cassiano leite neto cassiano do gas em 08/12/2010 05:47:26
Esses órgãos Públicos gastam tanto dinheiro com coisas cmo viagens, estadias em hotéis, etc...Custava ter ido até a casa deste Senhor retirar esse "Tesouro"?
Que vergonha!!!!!
 
Roberto de Carvalho em 08/12/2010 05:16:54
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