Prefeitura da Capital reduz, mas segue acima do limite de gastos com pessoal
Apesar de recuar de 53,97% para 53,89% da receita, índice do Executivo fica próximo do teto de 54%

A Prefeitura de Campo Grande encerrou o segundo quadrimestre de 2026 acima do limite prudencial de gastos com pessoal e próxima do teto permitido pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). Demonstrativo publicado no suplemento do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) nesta segunda-feira (28) mostra que a despesa do Poder Executivo chegou a R$ 3.015.778.169,46 nos 12 meses encerrados em agosto. O valor corresponde a 53,89% da receita corrente líquida ajustada.
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A Prefeitura de Campo Grande encerrou o segundo quadrimestre de 2026 acima do limite prudencial de gastos com pessoal, conforme demonstrativo publicado no Diário Oficial. A despesa do Executivo chegou a R$ 3,015 bilhões nos 12 meses encerrados em agosto, equivalente a 53,89% da receita corrente líquida ajustada, superando o limite prudencial de 51,3% da Lei de Responsabilidade Fiscal em cerca de R$ 145 milhões, mas ainda abaixo do teto máximo de 54%.
O limite prudencial para o Executivo municipal é de 51,3%, equivalente a R$ 2,871 bilhões na base de cálculo atual. O gasto informado supera esse patamar em aproximadamente R$ 145,1 milhões. Acima do limite prudencial, a LRF restringe medidas que aumentem a despesa com pessoal, como a criação de cargos, reajustes e novas admissões, observadas as exceções previstas na legislação.
A despesa permanece abaixo do limite máximo de 54%, mas por uma margem de R$ 5,95 milhões. Pelo demonstrativo, o Executivo poderia atingir R$ 3.021.727.552,16 antes de alcançar esse teto. Essa diferença é uma fotografia dos 12 meses encerrados em agosto: o percentual pode mudar nos próximos relatórios conforme variem tanto os gastos quanto a receita usada no cálculo.
Em relação ao primeiro quadrimestre, a distância até o teto aumentou. Em maio, o Campo Grande News mostrou que a despesa do Executivo era de R$ 2,971 bilhões, ou 53,97% da receita ajustada, a cerca de R$ 1,75 milhão do limite máximo.
Agora, o gasto acumulado está aproximadamente R$ 45 milhões maior, mas sua participação na receita caiu 0,08 ponto percentual. A receita corrente líquida ajustada utilizada no novo cálculo é de R$ 5,596 bilhões, também superior à registrada no relatório anterior.
O quadro de agosto discrimina ainda uma despesa bruta com pessoal de R$ 3,861 bilhões no Executivo, dos quais R$ 3,008 bilhões se referem a pessoal ativo e R$ 797,5 milhões a inativos e pensionistas.
Para chegar à despesa considerada no cálculo do limite legal, o demonstrativo subtrai R$ 846,6 milhões em parcelas que a LRF determina não computar, entre elas gastos com inativos custeados por recursos vinculados. Por isso, a despesa bruta não deve ser comparada diretamente ao teto de 54%.
O suplemento também apresenta o resultado consolidado do município, de 55,61% da receita ajustada. Esse é outro indicador, com limite máximo de 60% e prudencial de 57%. É o índice de 53,89% do Poder Executivo que mostra a situação da Prefeitura diante do limite prudencial de 51,3% e do teto de 54%.
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