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Capital

Cadelas sul-mato-grossenses agora são parte da "elite nacional" dos bombeiros

Nas provas, elas receberam notas de destaque, acima de 90 pontos, uma das maiores para certificação

Por Ana Beatriz Rodrigues | 20/06/2021 09:53
Os condutores das cadelas, o sargento Thiago Kalunga e o cabo Medeiros, junto delas. (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiro)
Os condutores das cadelas, o sargento Thiago Kalunga e o cabo Medeiros, junto delas. (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiro)

Durante quatro dias de provas, no município de Nova Mutum (MT), as cadelas Laika e Mali ganharam o certificado Nacional de Cães de Busca, Resgate e Salvamento, do Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil. Das raças pastor holandês e pastor belga malinois,  as duas entraram oficialmente para o grupo de elite das forças de segurança durante o evento que ocorreu nos dias 14 a 17 de junho.

Os condutores das cadelas, o sargento Thiago Kalunga e o cabo Medeiros, participaram das provas que simularam ocorrências reais de desaparecimento em meio rural. Laika e Mali foram aprovadas com louvor, tanto na busca por pessoas vivas quanto por restos mortais.

As cadelas também tiveram ótimo desempenho em todas as provas de obediência e destreza. As avaliações simularam obstáculos comuns nas buscas e testaram o controle do cão pelo condutor.

Nas provas, elas receberam notas de destaque, acima de 90 pontos. Em uma das provas Kalunga e Laika alcançaram 99 pontos, enquanto Medeiros e Mali conquistaram 99,8 pontos, uma das maiores notas da certificação.

A aprovação das cadelas é mais um importante reconhecimento do trabalho do Canil do 6ºGBM e reforça a relevância dos cães de busca no auxílio dos bombeiros militares na missão de salvar vidas.

O sargento Thiago Kalunga condutor da Laika comentou o sentimento é incrível que está sentindo. “É a comprovação de que estamos no caminho certo e o trabalho sendo bem feito, pois levamos mais de anos para formar um cão, nesse caso são duas ainda de uma vez”

Laika e Mali - As cachorras foram usadas no ano passado pela delegacia de homicídios, para achar pista do paradeiro de Graziela Pinheiro Rubiano de 36 anos, morta pelo marido Rômulo Rodrigues Dias.

Foram 90 mil metros quadrados farejados, em 4 horas e meia, as cadelas contaram com a ajuda de outra cachorra, Cindy da raça labrador nesta busca


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