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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

15/01/2018 17:51

Campo Grande é a 5ª capital com menor procura pela mamografia

Estudo mostra que prevenção ao câncer de mama e colo de útero não é prioridade para muitas mulheres entre 25 e 69 anos.

Anahi Gurgel
Mulheres no centro da cidade. Elas integram 5ª posição no ranking das capitais onde menos se realiza mamografia. (Foto: André Bittar) Mulheres no centro da cidade. Elas integram 5ª posição no ranking das capitais onde menos se realiza mamografia. (Foto: André Bittar)

As mulheres de Campo Grande estão na relação das que menos fazem exames para detecção precoce do câncer de mama. Ao lado de São Luís, no Maranhão, a cidade apresentou índice de 86% na realização da mamografia – a 5ª no ranking nacional das mais baixas procuras por prevenção.

A constatação é fruto de entrevistas realizadas com 1.256 mulheres de todo o país, com idade entre 25 e 69 anos e contempla levantamento da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), publicado nesta segunda-feira (15).

As menores frequências de mulheres que fazem mamografia como recomendado foram observadas em Cuiabá (MT), com 84,9%, Fortaleza (CE), com 84,9% e Rio Branco (AC), com 85,2%. João Pessoa (PA), aparece em 4ª, com índice de 85,4%.

As maiores procuram foram identificadas em Salvador (BA), com 96,2%, Manaus (AM) com 95,4% e Distrito Federal, com 94,1%. 

Segundo a pesquisa, a realização de exames para detecção precoce de tipos comuns de câncer em mulheres é indicador do relatório na avaliação da carga total de doenças estimada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para a região das Américas.

Em consonância com as recomendações internacionais, mulheres entre 50 e 69 anos de idade devem fazer mamografia pelo menos uma vez a cada dois anos e anualmente se tiver mais de 35 anos e pertecer a grupos de alto risco.

A realização do exame de citologia oncótica para câncer de colo do útero é indicada para mulheres de 25 a 64 anos de idade uma vez por ano e, após dois exames anuais negativos, a cada três anos. 

Quanto ao papanicolau, a pesquisa apontou as maiores procuras em Curitiba (94,7%), Florianópolis (94,0%) e Vitória (93,2%) e, as menores, em João Pessoa (78,5%), Maceió (78,7%) e Teresina (80,9%). Campo Grande teve índice de 88,1%. 

Exame de mamografia sendo realizado em campo-grandense, pela Sesau. (Foto: Divulgação/Sesau)Exame de mamografia sendo realizado em campo-grandense, pela Sesau. (Foto: Divulgação/Sesau)

“Prometo que vou agendar” - Dados da gerência de Controle e Avaliação da Atenção à Saúde,da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), mostram que em 2016 foram realizadas 10.007 mamografias, sendo 8.906 bilateral para rastreamento.

Durante o período - que contempla a pesquisa Vigitel divulgada hoje - 111 mulheres faleceram, sendo 86 por câncer de mama e 25 por colo de útero.

A maior incidência de óbitos por câncer de mama está na faixa etária de mulheres com mais de 65 anos (31 casos), o que representa cerca de 40% do total de mortes, seguido de 45 a 55 anos (22 casos); 55 a 64 (19 casos); 25 a 44 (10 casos); 25 a 34 (4 casos), totalizando 86 mortes. Já por câncer de colo de útero a incidência é entre as mulheres de 45 e 55 anos (8), acompanhada por 35 a 44 anos (7), considerando os dados de 2016.

Quanto ao preventivo do câncer do colo de útero (papanicolau) em 2016 foram realizados 46.519 procedimentos na capital.

Todas as UBS (Unidades Básicas de Saúde) e UBSF (Unidades Básicas de Saúde da Família) da Capital oferecem serviços de prevenção e promoção à saúde integral da mulher. O agendamento de consultas e exames é gratuito.

 



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