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Capital

Campo Grande registrou 56 reações leves à vacina da dengue do Butantan

Capital aplicou 1.033 doses em profissionais de saúde; nenhum caso grave foi registrado em Mato Grosso do Sul

Por Viviane Oliveira e Cassia Modena | 10/06/2026 09:09
Campo Grande registrou 56 reações leves à vacina da dengue do Butantan
Superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo falou sobre a suspensão da vacina do Butantan nesta quarta-feira (Foto: Cassia Modena)

Campo Grande registrou 56 casos de reações adversas leves entre os profissionais de saúde que receberam a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (10) pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), após o Ministério da Saúde anunciar a suspensão temporária da estratégia de vacinação com o imunizante em todo o país.

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Campo Grande registrou 56 casos de reações adversas leves entre profissionais de saúde vacinados com o imunizante contra dengue do Instituto Butantan. Ao todo, 1.033 doses foram aplicadas na capital. O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacina após registrar 42 reações graves no país, nenhuma em Mato Grosso do Sul. A Qdenga, disponível pelo SUS, segue sendo aplicada normalmente, mas com cobertura de apenas 30%.

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, a vacina foi aplicada exclusivamente em profissionais de saúde da Capital. Inicialmente, a imunização contemplou trabalhadores das unidades de saúde da família e, posteriormente, foi ampliada para servidores de outras unidades da rede municipal. Ao todo, 1.033 doses foram aplicadas em Campo Grande.

De acordo com Veruska, os 56 eventos registrados foram considerados leves e sem risco à saúde dos vacinados. “São desconfortos normais após a aplicação de qualquer tipo de vacina, como dor no local da aplicação e dores musculares. Esses sintomas são registrados no sistema de monitoramento, mas são descartados por não apresentarem risco de gravidade”, explicou durante coletiva de imprensa realizada nesta manhã.

No Brasil, o sistema nacional de vigilância pós-vacinação registrou 42 episódios de reações adversas graves possivelmente associadas ao imunizante do Butantan. Nenhum desses casos ocorreu em Mato Grosso do Sul.

Vacinação suspensa - Veruska informou que a orientação atual é suspender a aplicação das doses até que o Ministério da Saúde defina os próximos passos, incluindo uma eventual devolução dos imunizantes.

A superintendente também buscou tranquilizar os profissionais já vacinados. Segundo ela, pessoas que receberam a dose há mais de 21 dias não precisam se preocupar. “Quem já tomou a vacina e passou dos 21 dias após a aplicação não apresenta risco. Quem ainda está dentro desse período deve ficar atento a sintomas mais graves, como sangramentos, vômitos persistentes, febre intensa ou dor abdominal. Nesses casos, é importante procurar atendimento médico”, orientou.

Qdenga segue disponível - A suspensão anunciada pelo Ministério da Saúde não afeta a vacinação contra a dengue realizada com a Qdenga, imunizante atualmente disponível pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Segundo Veruska, a vacina continua sendo oferecida normalmente nas unidades de saúde de Campo Grande. Apesar disso, a cobertura vacinal permanece abaixo do esperado. “Temos cerca de 30% de cobertura vacinal, um índice ainda bastante baixo”, afirmou.

No Estado - Desde o início da estratégia de vacinação, em fevereiro deste ano, Mato Grosso do Sul recebeu 15.200 doses do imunizante do Instituto Butantan e registrou a aplicação de 7.333 doses (48,2%). Com isso, sobraram 7.867 doses, que estão temporariamente suspensas. Somente a Rede de Frio Estadual possui atualmente 408 doses do imunizante em estoque, armazenadas e monitoradas de acordo com as normas de conservação e segurança vigentes.

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