Campo Grande registrou 56 reações leves à vacina da dengue do Butantan
Capital aplicou 1.033 doses em profissionais de saúde; nenhum caso grave foi registrado em Mato Grosso do Sul

Campo Grande registrou 56 casos de reações adversas leves entre os profissionais de saúde que receberam a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (10) pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), após o Ministério da Saúde anunciar a suspensão temporária da estratégia de vacinação com o imunizante em todo o país.
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Campo Grande registrou 56 casos de reações adversas leves entre profissionais de saúde vacinados com o imunizante contra dengue do Instituto Butantan. Ao todo, 1.033 doses foram aplicadas na capital. O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacina após registrar 42 reações graves no país, nenhuma em Mato Grosso do Sul. A Qdenga, disponível pelo SUS, segue sendo aplicada normalmente, mas com cobertura de apenas 30%.
Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, a vacina foi aplicada exclusivamente em profissionais de saúde da Capital. Inicialmente, a imunização contemplou trabalhadores das unidades de saúde da família e, posteriormente, foi ampliada para servidores de outras unidades da rede municipal. Ao todo, 1.033 doses foram aplicadas em Campo Grande.
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De acordo com Veruska, os 56 eventos registrados foram considerados leves e sem risco à saúde dos vacinados. “São desconfortos normais após a aplicação de qualquer tipo de vacina, como dor no local da aplicação e dores musculares. Esses sintomas são registrados no sistema de monitoramento, mas são descartados por não apresentarem risco de gravidade”, explicou durante coletiva de imprensa realizada nesta manhã.
No Brasil, o sistema nacional de vigilância pós-vacinação registrou 42 episódios de reações adversas graves possivelmente associadas ao imunizante do Butantan. Nenhum desses casos ocorreu em Mato Grosso do Sul.
Vacinação suspensa - Veruska informou que a orientação atual é suspender a aplicação das doses até que o Ministério da Saúde defina os próximos passos, incluindo uma eventual devolução dos imunizantes.
A superintendente também buscou tranquilizar os profissionais já vacinados. Segundo ela, pessoas que receberam a dose há mais de 21 dias não precisam se preocupar. “Quem já tomou a vacina e passou dos 21 dias após a aplicação não apresenta risco. Quem ainda está dentro desse período deve ficar atento a sintomas mais graves, como sangramentos, vômitos persistentes, febre intensa ou dor abdominal. Nesses casos, é importante procurar atendimento médico”, orientou.
Qdenga segue disponível - A suspensão anunciada pelo Ministério da Saúde não afeta a vacinação contra a dengue realizada com a Qdenga, imunizante atualmente disponível pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Segundo Veruska, a vacina continua sendo oferecida normalmente nas unidades de saúde de Campo Grande. Apesar disso, a cobertura vacinal permanece abaixo do esperado. “Temos cerca de 30% de cobertura vacinal, um índice ainda bastante baixo”, afirmou.
No Estado - Desde o início da estratégia de vacinação, em fevereiro deste ano, Mato Grosso do Sul recebeu 15.200 doses do imunizante do Instituto Butantan e registrou a aplicação de 7.333 doses (48,2%). Com isso, sobraram 7.867 doses, que estão temporariamente suspensas. Somente a Rede de Frio Estadual possui atualmente 408 doses do imunizante em estoque, armazenadas e monitoradas de acordo com as normas de conservação e segurança vigentes.
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