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Capital

Capivaras criam novo corredor e passam a ser vítimas dos veículos

Por Luciana Brazil | 28/01/2014 09:46
Capivara não é a primeira a ser atropelada no local. (Fotos: Cleber Gellio)
Capivara não é a primeira a ser atropelada no local. (Fotos: Cleber Gellio)

Uma capivara amanheceu morta na manhã de hoje (28), na Rua Spipe Calarge, em frente ao Rádio Clube Campo, próximo ao bairro Coopharádio. Segundo moradores, essa seria pelo menos a terceira capivara morta na via.

O animal parece ter sido atropelado e conforme motoristas que passam pela região, o acidente deve ter ocorrido no início da manhã ou ainda de madrugada, com céu escuro. Por volta das 7h30 o animal estava no meio da rua, mas foi removido para a calçada por algum condutor.

“Essa já é a terceira capivara atropelada que eu vejo”, disse o dono de um lava-jato em frente ao Rádio Clube, Diego Cabaleiro, 26 anos.

Há algum tempo é comum flagrar “famílias” de capivaras atravessando o trecho em meio aos carros. Mas a travessia nem sempre tem final feliz. Alguns condutores não respeitam o limite de velocidade e trafegam em alta velocidade, ocasionando acidentes como o de hoje.

Segundo a bióloga Silvia Gervásio, as capivaras são comuns na região, já a travessia pela rua pode ser resultado da obra de manejo de águas pluviais feita recentemente no local.

"Não é possível afirmar com certeza, mas a obra pode ter causado alguma mudança no trajeto delas e por isso elas passaram a ter que cruzar a rua", disse Silvia.

Quem mora há muito tempo nos bairros próximos ressalta que a passagem desses animais pela rua é algo recente.

“Antes não tinha capivara passando aqui. Eu nunca vi e moro aqui há muito tempo. Mas depois da obra, até mesmo na época da obra, começaram a aparecer capivaras atravessando a rua. Agora elas correm um perigo muito grande porque os motoristas passam muito rápido”, disse a manicure Edna Jorge, 51 anos.

Áreas verdes e úmidas são locais escolhidos por esses animais, explicou a bióloga. “Nós sempre vamos ver capivaras perto de córregos, perto de água e áreas de vegetação”.

A região do córrego Bandeira, próximo a Rádio Clube Campo, é um lugar propício para o animal, segundo Silvia.

"Tinha um quebra-molas aqui durante a obra e ajudava a reduzir a velocidade", disse o vendedor de outro lava-jato, Diogo Almeida, 20 anos.

Veículos passam em alta velocidade pelo trecho.
Veículos passam em alta velocidade pelo trecho.
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