Veja por onde vão passar as obras de R$ 1,2 milhão para interligar ciclovias
Projeto prevê 11,4 km de infraestrutura e elimina alguns trechos isolados na Capital
A promessa é antiga, mas avançou este ano com a escolha da empresa CR Arquitetura e Construção Ltda para obras que vão interligar ciclovias em Campo Grande. O projeto prevê a criação de novos trechos que vão conectar às já existentes, formando corredores contínuos na Capital. A proposta é eliminar pontos cegos, investindo R$ 1,2 milhões. O Campo Grande News elaborou um mapa que mostra como será a execução.
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Campo Grande planeja expandir sua malha cicloviária com a criação de novos trechos que conectarão ciclovias existentes. O projeto, orçado em 1,2 milhões de reais, será executado pela CR Arquitetura e Construção Ltda e prevê 11,4 quilômetros de infraestrutura cicloviária. As obras contemplam as regiões Sul e Norte da capital, incluindo importantes vias como as avenidas Fábio Zahran, Euler de Azevedo e Tamandaré. O projeto integra o Plano de Mobilidade Urbana da cidade e visa promover deslocamentos mais seguros, incentivando o uso da bicicleta como meio de transporte.
O contrato não é dos mais robustos, prevê a execução de 11,4 quilômetros de infraestrutura cicloviária, incluindo ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e calçadas compartilhadas. As pistas terão largura entre 2 e 2,5 metros, além de sinalização horizontal e vertical específica.
Mas é uma das maiores obras do tipo dos últimos anos. Campo Grande vem trabalhando na implantação há quase duas décadas. Em 2005, a malha cicloviária da cidade contava com apenas 24 km, número que saltou para 86 km até 2012 e chegou aos 110 km em 2024, conforme dados oficiais da prefeitura. A última obra entregue foi conclusão de 1,2 km de malha cicloviária na Avenida Gury Marques, que liga a Avenida dos Cafezais com a Rua Buenópolis, um dos acessos ao Bairro Moreninhas, Santa Felicidade, Nova Jerusalém e Cidade Morena. Recentemente, a Plaenge começou a instalar a ligação na Avenida Mato Grosso, como compensação estabelecida em contrato.
Agora, na região Sul, a obra dará continuidade à ciclovia da Avenida Fábio Zahran. O traçado seguirá pelas ruas Carandá e da Candelária, no bairro Vila Ipiranga, até alcançar a Avenida George Chaia. A partir desse ponto, a ciclovia ou ciclofaixa continuará por um pequeno trecho da Rua Anchieta, no bairro Piratininga, e depois pela Avenida Gabriel Spipe Calarge, chegando à Avenida Senador Filinto Müller.
Esse trecho permitirá a conexão direta com a ciclofaixa já existente em frente ao Lago do Amor. Com isso, ciclistas que partem da região da Fábio Zahran poderão acessar o Lago sem precisar dividir espaço com o tráfego intenso de veículos. Com a ampliação da ciclofaixa na região Sul, moradores dos bairros Piratininga, Ipiranga e Jardim das Nações conseguirão acessar à ciclovia já existente na Avenida Costa e Silva de maneira mais segura.
Já na região Norte, o projeto prevê a implantação de ciclofaixas nas avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré, na Vila Nasser. Esses trechos vão se integrar à ciclofaixa da Avenida Noroeste, que margeia a Orla Morena, criando um eixo contínuo para quem circula entre bairros da região Norte e Oeste da Capital.
Outro ponto de intervenção está no Bairro Coronel Antonino, onde a ciclovia da Rua Iguatemi até a Avenida Rodoviária ligará a Avenida Coronel Antonino à Avenida Prefeito Heráclito Figueiredo. O traçado também fará conexão com a Rua Antônio Rahe, ampliando as opções de deslocamento seguro dentro do próprio bairro e facilitando o acesso a vias estruturantes.

Segundo a Prefeitura, a interligação dos trechos busca reduzir conflitos entre ciclistas e veículos motorizados, incentivar o uso da bicicleta no dia a dia e fortalecer a mobilidade ativa. As obras fazem parte do Plano de Mobilidade Urbana de Campo Grande, exigido pelo Ministério das Cidades, e integram ações voltadas à sustentabilidade, segurança viária e melhoria da qualidade de vida.
O certame foi aberto no dia 24 de novembro pela SELC (Secretaria Especial de Licitações e Contratos), a pedido da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), com critério de julgamento pelo menor preço.
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