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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

19/07/2013 10:52

Caro e mais lento até do que bicicleta, ônibus perde 28% dos passageiros

Leonardo Rocha e Edivaldo Bitencourt
População está migrando do transporte coletivo para outros meios de transporte (Foto: Marcos Ermínio)População está migrando do transporte coletivo para outros meios de transporte (Foto: Marcos Ermínio)

A população em Campo Grande está deixando de usar o transporte coletivo e migrando para outros meios de transporte. De 1998 a 2012, houve uma queda de 28% no número de passageiros que utilizam o ônibus como locomoção. Estes dados foram repassados pela Agetran (Agencia Municipal de Transporte e Trânsito).

Em 1998, em média 255.662 pessoas utilizavam o ônibus por dia na Capital, que representava 38,5% da população na época. Já em 2012, a média foi de 219 mil passageiros, apenas 27% dos moradores. “Não é que o ônibus não seja confiável ou inseguro, é que em uma viagem que iria demorar 20 minutos, o passageiro leva 40 minutos para finalizar, isto é culpa do trânsito que está caótico, sem qualquer planejamento, a nossa estrutura não suporta o fluxo de veículos na atualidade”, afirmou João Rezende, presidente da Assetur (Associação das Empresas de Transporte Público de Campo Grande).

Já o presidente do Fórum da Cidadania, Haroldo Borralho, destacou que vários fatores, tanto na economia como no trânsito, explicam esta “queda”. Ele ressaltou que houve um aumento na aquisição de carros e motos devido às facilidades para realizar esta compra, seja por meio de parcelas ou incentivos fiscais. “Hoje a oportunidade para se comprar uma motocicleta e um carro zero são enormes, diferente dos tempos antigos”, apontou.

Haroldo ainda salientou que neste transito cada vez mais “concorrido”, os ônibus se tornaram mais lentos e as viagens mais demoradas. “Tudo está mais devagar, o passageiro prefere utilizar um transporte que seja mais eficiente, a velocidade dos ônibus diminui a cada ano, por isso esta diminuição”, ressaltou.

Borralho aposta que a implantação de corredores de ônibus, além da redução na tarifa do transporte coletivo, deve “incentivar” a população a voltar a utilizar este meio de transporte, pois facilita o percurso e ainda se torna mais viável. “A prefeitura terá R$ 180 milhões disponíveis do PAC da Mobilidade para investir na cidade, se fizer de maneira correta o resultado será positivo”, apontou.

Usuários – O jornalista Uirá Ramos ressaltou que prefere utilizar o carro ao ônibus porque este tem um trajeto definido e que o tempo do percurso é maior. “Com o veículo podemos desviar e escolher trajetos mais acessíveis”, afirmou. Ele não foi o único a trocar o coletivo pelo transporte individual.

Segundo o Detran (Departamento Estadual de Trânsito), a frota na Capital cresceu 90% nos últimos oito anos, de 240,6 mil, em 2005, para 457,1 mil em maio deste ano. 

Já o pedreiro Odair da Silva destaca que demora metade do tempo para chegar ao centro da cidade utilizando sua bicicleta. “De ônibus eu demoro 30 minutos do bairro Tiradentes até o centro, de bicicleta faço em 15 minutos, muito mais prático”, descreveu.

O incentivo também vem da construção de ciclovias na Capital. Atualmente, são quase 90 quilômetros de ciclovias construídas. A Prefeitura deve ampliar o espaço destinado aos ciclistas quando as novas obras, como a revitalização da Avenida Ernesto Geisel, foram realizadas, já que o projeto deixado pelo ex-prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) prevê a construção de ciclovia nas margens do rio Anhanduí, entre os bairros Coophama e Aero Rancho. 

Jorge Souza, office boy, afirmou que preferiu trocar o ônibus pela moto pelo tempo de corrida e pelo fato da motocicleta ser mais “econômica”. “Gasto menos colocando gasolina na moto do que pagando a tarifa do transporte coletivo”, indicou. Meire Rodrigues, fonoaudióloga, argumentou que a falta de condições adequadas e a lotação no horário de pico também a afastam dos ônibus. “Levo menos tempo para chegar em melhores condições de carro”.

 

Uirá Ramos trocou o ônibus pelo carro (Marcos Ermínio)Uirá Ramos trocou o ônibus pelo carro (Marcos Ermínio)
Frota de veículos também cresceu em Campo Grande (Marcos Ermínio)Frota de veículos também cresceu em Campo Grande (Marcos Ermínio)


Um problema dos onibus que deveria acabar urgente: que é só permitido mudar de linha em terminal. Em vez de descer em alguma esquina e la subir em outro onibus (COMO EM TODO OUTRO LUGAR DO MUNDO) vc precisa andar mais, ate chegar num terminal, e depois de mudar de linha novamente anda mais. Assim, os deslocamentos demoram MUITO Mais do que necessário (e inclusive encarece a modalidade, pois os onibus transportam mais gente por maior distância do que necessário). Se o passe é eletrônico, então libera mudança de linha, caso feito em menos que 15 minutos, pela mesma tarifa. Economiza tempo da gente, km percorridos com lotação, e permite deixar de investir em terminais. Realmente, desde eu chegei aqui, nunca entendei a logica de obrigar as pessoas usar terminal. Prefiro carro ou bicicleta...
 
Marcos da Silva em 19/07/2013 16:09:18
Campo Grande está caminhando para o BURACO. Só falta declarar falência! Serviço Público de péssima qualidade, políticos que só falam, falam e não fazem nada, tudo é proibido, nada pode, nada tem. Aqui é a cidade das farmácias, Igrejas Universais, supermercados e lojas de colchão. Inadmissível em uma cidade com quase UM MILHÃO de habitantes não ter UM CENTRO CULTURAL DECENTE, UM TEATRO MUNICIPAL, ESPAÇO ADEQUADO PARA EVENTOS, SERVIÇOS COMPATÍVEIS COM O VALOR COBRADO, RETORNO AOS IMPOSTOS PAGOS E ETC. Só sabem fazer uns vagõezinhos horriveis que vendem pastel com a mesma característica em uma rua abandonada e feia!!! Políticos retrógrados, de cabeça pequena e interiorana.
 
Eduardo Boretti em 19/07/2013 15:50:14
demorou, cidade ecologica, saudável, economia com transporte e diminuição nos acidentes, bicicleta já... valeu Bernal, se voce não fosse incompetente a população não iria andar de bicicleta e ter mais saúde, obrigado!!
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 19/07/2013 15:43:04
Sem falar no bate-bate do péssimo asfalto ou que sobrou de asfalto da avenida bandeirantes e brilhante,que nunca foram recapeadas na história da cidade até hoje,pena também vere o comércio da bandeirantes tão fraquinho devido a avenida ser mão única,já tempo de mudar isto pois há outras vias alternativas como a norte-sul e brilhante.
 
antonio costa em 19/07/2013 15:09:15
e o Bernal não ia resolver tudo bem rapidamente?
 
jola fernandes em 19/07/2013 13:15:21
Transito caótico, falta de planejamento, poderia ter uma faixa a mais na afonso pena e mato grosso, canteiro no meio da avenida sem finalidade nenhuma!
 
Thiago Chastel França em 19/07/2013 11:50:24
Agora me respondam por que as pessoas migram de ônibus para outros meios próprios???
Vou responder já, não tem planejamento adequado e os horários são mal feitos, vc chega no terminal precisando pegar um ônibus na chegada do que está, e o outro mal chega e já sai, e o próximo demora muito, quando vem tá lotado e desconfortável, a tarifa é cara em vista da sua qualidade.
Aí uma coisa puxa a outra, as pessoas querem cada vez mais terem seus meios de transporte próprio e o governo cada vez mais incentiva a compra de veículos auto motor, se esse pessoal que "cuida" do transporte coletivo em Campo Grande parar de pensar que ônibus é coisa de pobre menos gente vai usar carro, ou moto e o trânsito pode sim melhorar e o transporte com certeza melhora também.
 
Junior Ferreira em 19/07/2013 11:38:40
O transporte coletivo em Campo Grande é caro, ineficiente, ônibus quentes, lotados, sujos, mal cheirosos e passageiros em pé. Eu pessoalmente, gostaria muito de poder deixar meu carro na garagem e usar o transporte coletivo mas, é inviável.
Se não melhorar de qualidade, o que é improvável, vai perder mais e mais usuários.
 
JOSE ALFREDO DE MELO em 19/07/2013 11:27:06
Como é empolgante usar o transporte público, (olha a cara do Ubiratã, Uirapuru calma ... Uirá :)
 
Paula Catharina Hernandes em 19/07/2013 11:22:17
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