Carpinteiro que matou travesti "Penélope Charmosa" com 15 facadas é recapturado
Crime ocorreu em 25 de novembro de 2015 por uma briga sobre ponto de prostituição
Wesley Rocha Reis Bento, de 33 anos, que matou a travesti “Penélope Charmosa” com 15 facadas em 2015 e se evadiu do sistema prisional, foi recapturado nesta terça-feira (31), no Jardim Monumento, em Campo Grande, próximo do local onde o crime aconteceu há 11 anos. Conforme apurado pela reportagem, uma equipe do Batalhão de Choque da Polícia Militar estava realizando ronda na região e, quando passou pela Rua Osvaldo Aranha, Wesley correu para uma casa abandonada.
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Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o crime ocorreu na madrugada de 25 de novembro de 2015, na Rua Ucy Nagamine, esquina com a Rua Elvira Matos de Oliveira. Segundo o órgão, Wesley Rocha Reis Bento e Leandro da Silva Martins agiram juntos e com intenção de matar a vítima, identificada como Leonardo Marcolan Schavetock, conhecida como “Penélope Charmosa”.
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A motivação do crime foi considerada torpe, já que a vítima cobrava valores pelo uso de ponto de prostituição de outras travestis, companheiras dos autores, o que gerava constantes desentendimentos. Ainda conforme a denúncia, Penélope estava embriagada no momento da agressão e teve a defesa dificultada. Leandro teria imobilizado a vítima, enquanto Wesley desferia os golpes com uma faca.
O Ministério Público também apontou o uso de meio cruel, devido à quantidade de golpes e ao sofrimento causado à vítima, que foi deixada agonizando após o ataque. Após o crime, os dois fugiram do local, sendo que Wesley levou a faca utilizada na ação.
Júri - Em 3 de maio de 2018, o caso de Wesley Rocha Reis Bento e Leandro da Silva Martins foi levado a júri popular em Campo Grande. Durante o julgamento, Leandro alegou que tinha a intenção de apenas conversar com Penélope. Segundo ele, a travesti estava com uma faca de cozinha e teria avisado o colega Wesley.
O Ministério Público insistiu na condenação dos dois por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Ao fixar a pena, o magistrado considerou a confissão de Leandro e estabeleceu 12 anos e seis meses de prisão para ele. Wesley não compareceu ao julgamento e estava foragido à época. Ele foi condenado a 14 anos e 2 meses de reclusão.
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