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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

11/08/2014 11:00

Casos caem, mas hospitais ainda “ameaçam” reter macas

Aliny Mary Dias
Há alguns meses, demora no atendimento por retenção de macas era mais frequente (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Há alguns meses, demora no atendimento por retenção de macas era mais frequente (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

Na última quinta-feira (7), uma vítima de acidente do trânsito de Campo Grande demorou mais de 1h30 para ser socorrido porque nenhuma viatura pôde ir até o local. Segundo apurou a reportagem, a demora ocorreu em razão de falta de viatura com macas disponíveis para atendimento.

A situação é considerada, no entanto, uma exceção entre os chefes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do Corpo de Bombeiros da Capital. O motivo é uma força-tarefa realizada entre os setores de emergência e os gestores públicos.

Em dezembro de 2012, ainda na gestão do prefeito Nelson Trad Filho (PMDB), uma lei municipal foi aprovada pela Câmara de Vereadores e proibia a retenção de macas de ambulâncias por parte de unidades de saúde.

Apesar da ordem, a situação sempre foi complicada e viaturas do Samu e dos bombeiros chegavam a ficar por horas paradas em frente a hospitais e unidades de saúde porque as macas eram transformadas em leitos dentro das unidades lotadas.

“Há um tempo atrás era muito frequente, mas fizemos um trabalho em conjunto com a diretoria clínica e técnica dos hospitais e hoje é bem difícil acontecer de a gente ficar muito tempo parado sem maca”, explica o coordenador do Samu, Eduardo Cury.

Apesar de hoje a realidade ser outra, segundo os próprios socorristas, ainda existem ameaças por parte dos hospitais. “Acontece de eu ter um paciente grave, avisar o hospital que estou levando e ele me responder que não posso levar porque está lotado. Se eu levar, eles falam que vão segurar a maca”, relata Cury.

O que também contribui para a demora na liberação de macas não ser refletida com frequência no atendimento nas ruas é o aumento da frota do Samu nas ruas. No início do ano, rodavam cerca de cinco ou seis veículos, hoje são 11 viaturas em circulação na Capital.

Comandante metropolitano do Corpo de Bombeiros, o coronel Jairo Kamimura ressalta que a comissão criada entre os bombeiros, Samu, administração dos hospitais e secretaria de saúde foi responsável pela melhoria da realidade. “Nós tínhamos problemas sérios em relação a demora em devolver a maca, mas no momento está melhor. Tivemos reuniões com chefes dos hospitais, gestores públicos e entramos em entendimento”, conta.

Durante agenda pública nesta segunda-feira (11), o prefeito Gilmar Olarte (PP), questionado sobre o assunto, justificou ser um problema nacional. Ele disse ainda que mais de uma dezena de ambulâncias novas chegarão nos próximos dias na Capital.

De acordo com a Lei Municipal 5.170/2012, qualquer problema que envolva a demora de liberação dos equipamentos por parte dos hospitais deve ser denunciado ao CRM (Conselho Regional de Medicina) que fica com a responsabilidade de apurar os casos.

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