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Economia

Exportações do Brasil aos EUA caem 25,5% em janeiro após tarifaço

Vendas à China sobem 17,4% e garantem superávit comercial no início de 2026

Por Gustavo Bonotto | 05/02/2026 23:33
Exportações do Brasil aos EUA caem 25,5% em janeiro após tarifaço
Funcionários separam pedaços de carne cortados em frigorífico de Mato Grosso do Sul. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 25,5% em janeiro de 2026, no sexto mês consecutivo de retração após o tarifaço imposto pelo governo norte-americano. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5), em Brasília (DF), pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), e mostram mudança no perfil do comércio exterior do país.

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As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 25,5% em janeiro de 2026, totalizando US$ 2,4 bilhões, no sexto mês consecutivo de retração após sobretaxas impostas pelo governo norte-americano. O déficit na balança comercial bilateral foi de US$ 670 milhões, com importações de US$ 3,07 bilhões.Em contrapartida, o comércio com a China manteve crescimento, com exportações aumentando 17,4%, alcançando US$ 6,47 bilhões. A corrente comercial com o país asiático somou US$ 12,23 bilhões, representando alta de 5,7% na comparação anual, garantindo superávit de US$ 720 milhões no mês.

As vendas brasileiras ao mercado dos Estados Unidos somaram US$ 2,4 bilhões em janeiro. No mesmo mês de 2025, o valor havia chegado a US$ 3,22 bilhões. As importações de produtos norte-americanos também recuaram, com queda de 10,9%, e totalizaram US$ 3,07 bilhões. O resultado gerou déficit de US$ 670 milhões na balança comercial bilateral, desfavorável ao Brasil.

A retração ocorre desde a imposição da sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, adotada em meados de 2025 pelo governo do então presidente Donald Trump. Apesar de revisão parcial das tarifas no fim do ano passado, o ministério estima que 22% das exportações brasileiras aos Estados Unidos ainda enfrentam alíquotas adicionais, que variam entre 40% e 50%.

A corrente de comércio com os Estados Unidos, que soma exportações e importações, alcançou US$ 5,47 bilhões em janeiro. O valor representa queda de 18% na comparação com o mesmo período do ano anterior, refletindo a redução dos fluxos nos dois sentidos.

Em cenário oposto, o comércio com a China manteve trajetória de crescimento. As exportações brasileiras ao país asiático aumentaram 17,4% em janeiro e chegaram a US$ 6,47 bilhões, frente a US$ 5,51 bilhões registrados um ano antes. As importações recuaram 4,9%, para US$ 5,75 bilhões.

O desempenho com a China garantiu superávit comercial de US$ 720 milhões no mês. A corrente de comércio com o principal parceiro comercial do Brasil somou US$ 12,23 bilhões, alta de 5,7% na comparação anual, segundo os dados oficiais.

Entre outros parceiros relevantes, o comércio com a União Europeia gerou superávit de US$ 310 milhões. Ainda assim, a corrente comercial com o bloco caiu 8,8% em relação a janeiro de 2025. As exportações brasileiras recuaram 6,2%, enquanto as importações diminuíram 11,5%.

No comércio com a Argentina, o Brasil também registrou saldo positivo, de US$ 150 milhões. O resultado ocorreu apesar da retração de 19,9% na corrente bilateral. As exportações brasileiras ao país vizinho caíram 24,5%, e as importações recuaram 13,6%.