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Campo Grande, Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018

15/12/2016 10:29

Catadores liberam BR-163 e prometem novo protesto contra interdição

Aline dos Santos e Rafael Ribeiro
Rodovia 163 foi fechada em protesto na manhã de hoje. (Foto: Alcides Neto)Rodovia 163 foi fechada em protesto na manhã de hoje. (Foto: Alcides Neto)
Congestionamento chegou a sete quilômetros. (Foto: Alcides Neto)Congestionamento chegou a sete quilômetros. (Foto: Alcides Neto)

Sob promessa de novo protesto, chegou ao fim às 10h desta quinta-feira (dia 15) a interdição na BR-163, no Jardim Noroeste, em Campo Grande. A via, principal rota de escoamento de safra de Mato Grosso do Sul, foi interditada em retaliação ao fechamento do aterro de entulhos. A determinação foi dada pela Justiça e cumprida hoje pela Guarda Municipal.

A interdição resultou em sete quilômetros de congestionamento, tanto no sentido para Cuaibá quanto para São Paulo. A longa fila se formou mesmo com abertura da rodovia a cada 30 minutos. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) negociou com os catadores.

Mas, de acordo com Fernanda Sandim dos Santos, representante dos trabalhadores, um novo protesto pode ser realizado às 15h se a prefeitura não atender ao pedido da categoria. Eles querem a liberação do material que foi coletado ontem e está dentro do aterro interditado. “Se não tiver respostas, vamos fechar de novo”, afirma Fernanda.

Segundo ela, o prazo para fechamento era de 30 dias, mas o local foi interditado em três dias. Fernanda ainda reclama que ações como criação de uma cooperativa e instalação de infraestrutura básica ficaram na promessa.

“Se não deixarem a gente trabalhar, vamos morrer de fome. Eu sei que é difícil para o usuário ficar parado, difícil para o caminhoneiro não rodar. Mas tem que entender que é um direito nosso. Nossa sobrevivência”, diz Neto Batista dos Santos, 68 anos, que trabalha há dois anos no aterro de entulhos. Os catadores recolhem material reciclável, papelão, lata, ferro. Segundo eles, a remuneração diária não ultrapassa R$ 50.

Até a decisão que ordenou o fechamento, o local funcionava sem licença e com outras irregularidades. Por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura de Campo Grande informou que os guardas municipais cumpriram a ordem judicial.



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