ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no Twitter Campo Grande News no Instagram
ABRIL, DOMINGO  14    CAMPO GRANDE 24º

Capital

Causa de incêndio no Atacadão foi "fogo proposital", indica perícia do local

Um dos laudos sobre o sinistro foi entregue nesta quarta-feira à Polícia Civil

Marta Ferreira | 04/11/2020 14:27
Loja do Atacadão dias depois do incêndio em 13 de setembro, quando foi feita vistoria no local. (Foto: Divulgação Sesau)
Loja do Atacadão dias depois do incêndio em 13 de setembro, quando foi feita vistoria no local. (Foto: Divulgação Sesau)

Por exclusão, a perícia técnica apontou ter sido “fogo proposital” a causa provável do início do incêndio de grandes proporções na loja do Atacadão em Campo Grande, na Avenida de Duque de Caxias, no dia 13 de setembro.  O laudo do local do sinistro foi entregue nesta quarta-feira (4) à 7ª Delegacia de Polícia Civil, onde o caso é investigado.

Com esse resultado, não quer dizer que foi um incêndio criminoso, intencional, deixou claro o delegado responsável Bruno Urban. Segundo a explicação dele, os levantamentos técnicos não identificaram a presença de indícios de curto circuito ou alguma combustão espontânea, por exemplo, e por isso sugerem que alguém, de forma culposa ou dolosa, provocou a chama.

Com isso, a análise para achar a origem fica mais complexa ainda. Pode ter acontecido de tudo até o fogo começar, na fileira quatro do atacadista, onde ficava a gôndola de álcool em gel.

O delegado fala, em hipótese, que até alguém falando ao celular próximo do material inflamável pode ter sido o responsável, sem saber, pela faísca que provocou o fogaréu.

Se for identificada essa pessoa, ela pode ser indiciada por incêndio culposo.

Imagens são essenciais – Além do laudo de local, que buscou causa “física” para o incêndio nos escombros, falta ainda o levantamento da perícia nas imagens coletadas das câmeras. Esse documento vai demorar até 180 dias, segundo o Campo Grande News já havia informado na coluna Jogo Aberto.

São 11 gigabytes a serem destrinchados para ajudar na elucidação da causa das chamas. Por causa dessa quantidade tão grande de material, foi solicitada pela perícia técnica ampliação de prazo de conclusão de laudo.

A investigação do maior incêndio em Campo Grande nos últimos tempos exigiu a montagem de equipe com engenheiro ambiental, engenheiro eletricista e físico.

O delegado Bruno Urban explicou que, além de identificar a causa do incêndio, também a investigação também é para saber sobre como funcionou o esquema de combate ao sinistro.

Entre os bombeiros ouvidos, pelo menos um disse que os sprinklers não funcionaram, informou a autoridade policial. Essas são estruturas que jogam água no local para combater incêndios.

De acordo com Urban, foram ouvidas 12 testemunhas sobre o fogo. A evidência que o sistema para apagar logo o fogo não funcionou é o fato de o chão estar seco quando as primeiras equipes chegaram.

A loja está sendo reconstruída e a previsão do Atacadão é de voltara funcionar em janeiro de 2021.

(Matéria editada às 15h49 para acréscimo de informação)

Nos siga no Google Notícias