CCZ confirma 6º caso de raiva em morcego e reforça que não há motivo para pânico
Animal foi encontrado no Bairro Pioneiros; Sesau destaca vacinação de pets e orienta população sobre como agir
A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) confirmou nesta terça-feira (14) o 6º caso de morcego positivo para o vírus da raiva no perímetro urbano de Campo Grande em 2026. O animal foi localizado no Bairro Pioneiros, após um morador encontrá-lo caído ao chão e acionar a equipe do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), que realizou o recolhimento seguro e encaminhou o material para exame laboratorial.
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Campo Grande registrou o sexto caso de morcego positivo para raiva em 2026, com animal encontrado no Bairro Pioneiros. No total, 466 exemplares foram recolhidos este ano em situações anormais. O CCZ orienta que apenas morcegos caídos ou em residências são suspeitos. A vacinação antirrábica de cães e gatos é gratuita e disponível diariamente. Em caso de contato com o animal, a população deve acionar o CCZ imediatamente.
Com o novo registro, o município chega a seis confirmações da doença em morcegos neste ano. Segundo dados atualizados, 466 exemplares já foram recolhidos em 2026 em situações consideradas anormais, que justificam a coleta e análise por parte das equipes técnicas.
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A Sesau reforça que nem todo morcego representa risco. O alerta é direcionado apenas aos animais que apresentam comportamento atípico. A médica veterinária do CCZ, Maria Aparecida Cunha, explica que morcegos considerados suspeitos são aqueles encontrados fora de sua condição natural.
“Esses morcegos que são considerados suspeitos para raiva são os morcegos que são encontrados apenas numa situação de anormalidade, ou seja, os morcegos que são encontrados caídos no chão ou que adentram uma residência. Os demais morcegos que estão em vida livre, que estão abrigados durante o dia ou saem ao entardecer em busca de alimento, são animais que não são considerados suspeitos, são animais teoricamente saudáveis”, afirma.
Ela destaca ainda que não há motivo para alarde ao se deparar com morcegos em condições normais. “Portanto, não é motivo para pânico quando se depara com qualquer morcego na cidade”, completa.
Apesar disso, a principal preocupação das autoridades sanitárias está nos casos em que os animais são encontrados caídos. Nesses cenários, o risco de transmissão existe, especialmente para outros mamíferos.
“A preocupação maior continua sendo esses morcegos que são encontrados caídos no chão. Então, uma coisa que nós frisamos sempre, que é muito importante, é a manutenção dos seus cães e gatos com a vacina antirrábica em dia. Isso é de extrema importância,” ressalta a veterinária.
Segundo ela, a vacinação é a principal barreira de proteção para os animais domésticos. “A partir do momento que um cão ou gato entre em contato, mesmo que acidentalmente, com um morcego contaminado, esse animal não vai correr o risco de adquirir a doença, porque a vacina vai estar oferecendo essa imunidade”, explica.
A imunização antirrábica para cães e gatos é ofertada gratuitamente pelo CCZ durante todo o ano, com atendimento diário, incluindo sábados, domingos e feriados, até o período noturno. A orientação é que tutores que não estavam em casa no momento da visita das equipes procurem o órgão para garantir a vacinação dos animais.
“Se passou uma equipe na sua casa e não havia ninguém, traga o seu cão ou gato ao CCZ. Nós aplicamos a vacina todos os dias”, reforça Maria Aparecida.
Outro ponto enfatizado pelas autoridades é a conduta correta ao encontrar um morcego em situação suspeita. O contato direto com o animal deve ser evitado em qualquer circunstância.
“Jamais encostar diretamente num morcego. Se encontrar um morcego caído no chão, mesmo morto, não toque. Procure isolar o animal com algum objeto, evite a aproximação de cães e gatos e entre em contato imediatamente com o CCZ”, orienta.
Após o acionamento, uma equipe técnica é enviada ao local para realizar o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
A Sesau também chama atenção para os riscos da raiva em humanos. A doença é considerada fatal, mas pode ser evitada com medidas adequadas.
“A raiva é uma doença fatal, porém de fácil prevenção. A melhor forma de prevenir no ser humano é mantendo cães e gatos vacinados e, em caso de agressão por qualquer mamífero, procurar imediatamente uma unidade de saúde 24 horas para avaliação da necessidade do tratamento profilático”, conclui a veterinária.
As autoridades reforçam que a colaboração da população é essencial para o controle da doença, tanto na comunicação de casos suspeitos quanto na manutenção da vacinação dos animais domésticos.


