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Capital

Chuva transforma ruas de residencial entregue em 2019 em rio durante temporal

Em poucos minutos, água tomou a Avenida Marajoara, invadiu casas e expôs problemas de drenagem no condomínio

Por Jhefferson Gamarra | 25/03/2026 15:23

A chuva que atingiu Campo Grande na tarde desta quarta-feira (25) voltou a causar transtornos graves no Residencial Rui Pimentel 1, na região do Jardim Marajoara, onde ruas ficaram completamente alagadas e chegaram a se transformar em um verdadeiro rio. A Avenida Marajoara foi uma das mais afetadas, ficando totalmente tomada pela água em poucos minutos.

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Moradores do Residencial Rui Pimentel 1, em Campo Grande, enfrentam graves problemas de alagamento desde sua inauguração em 2019. Durante temporal nesta quarta-feira (25), ruas do conjunto habitacional se transformaram em rios, com a Avenida Marajoara sendo uma das mais afetadas. A situação é agravada pela falta de um sistema eficiente de escoamento e pelo retorno de esgoto em algumas residências. Moradores, que pagam taxa mensal de R$ 100, reclamam da ausência de melhorias estruturais e criticam a falta de soluções definitivas, mesmo após diversas trocas na administração do condomínio.

Moradores relatam que os alagamentos são frequentes desde a entrega do residencial, ocorrida em 2019, e que o problema persiste sem solução definitiva. A situação desta quarta-feira, causou maior preocupação pela rapidez com que a água subiu e invadiu casas.

A moradora Evanise Arruda, de 40 anos, vive no residencial desde a inauguração e descreve o cenário de desespero enfrentado pelos moradores. “Estamos desesperados, é só chover que alaga a casa, sempre acontece isso, temos vários episódios desde que entregaram esse condomínio há 7 anos, entra e sai sindico e não resolvem nada, estamos sempre abandonados”, afirmou.

Ela também relatou que, além da água da chuva, houve retorno de esgoto em algumas residências atingidas. “Todo mundo no meio da rua, ligando para defesa civil, estourou esgoto e está voltado para os ralos da casa, um cheiro horrível”, lamentou.

Segundo os moradores, o principal problema está na falta de um sistema eficiente de escoamento da água, o que faz com que o condomínio alague sempre que há chuva mais intensa. “Toda chuva alaga o condomínio devido de falta de escoamento de água e de não ter estrutura para saindo de água”, relatam.

O morador Lucas Jarcem, que reside no local há mais de sete anos, afirma que a situação é antiga e nunca foi resolvida, apesar das mudanças na administração do condomínio. “Eu moro aqui no Condomínio Rui Pimentel 1 desde o começo, já faz mais de 7 anos. Toda chuva é a mesma coisa: alaga tudo, entra água nas casas, estraga móveis. Já trocaram vários síndicos desde 2019, mas o problema continua. Só promessa, nenhuma solução”, disse.

Além dos alagamentos, os moradores também reclamam da falta de retorno em relação à taxa de condomínio cobrada mensalmente. “Cobram 100 reais de taxa de condomínio, mas benefício para os moradores não tem nenhum. A gente paga, mas não vê melhoria nenhuma. Falta segurança, falta estrutura, e até o portão está estragado há muito tempo.”

Diante da repetição dos problemas, o sentimento entre os moradores é de indignação e cansaço. “A gente não aguenta mais. Todo ano é a mesma coisa. Quem sofre somos nós, que estamos aqui dentro, perdendo nossas coisas e vivendo sem segurança.”

A previsão meteorológica indica acumulados mais significativos nas próximas horas, podendo ultrapassar entre 30 e 40 milímetros em 24 horas. Não estão descartadas chuvas intensas em pontos isolados, acompanhadas de raios e rajadas de vento.

Para o médio prazo, o Cemtec aponta acumulados superiores a 80 milímetros entre os dias 23 de março e 8 de abril, com maior volume previsto para as regiões centro-norte, nordeste e noroeste de Mato Grosso do Sul.