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Capital

Cidade paulista tem a solução ideal e barata para os entulhos na Capital

Por Aline dos Santos | 31/05/2015 11:10
Aterro de entulho do Jardim Noroeste está superlotado. (Foto: Marcos Ermínio)
Aterro de entulho do Jardim Noroeste está superlotado. (Foto: Marcos Ermínio)
No entorno do aterro, lixo é variado. (Foto: Marcos Ermínio)
No entorno do aterro, lixo é variado. (Foto: Marcos Ermínio)

O entulho que invade Campo Grande poderia ter mais uma função do que atravancar os caminhos, superlotar o único aterro e dar dor de cabeça aos moradores. Um caminho para transformar problema em solução é o modelo adotado em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo e a 590 km da cidade.

Com o aterro do Jardim Noroeste saturado, a prefeitura corre atrás de uma nova área e já pediu à Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) licença prévia para a atividade aterro de entulhos da construção civil na avenida Henrique Berthi, no bairro Lageado.

Entretanto, especialista alerta que aterro é uma solução emergencial. “E o grande problema é não deixar entrar outro tipo de resíduos por falta de fiscalização na entrada. Vira lixão, com saco plástico, casca de banana”, afirma o engenheiro sanitarista e professor da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), Frederico Freitas. Ele é ex-secretário municipal de Meio Ambiente.

Segundo ele, o modelo adotado por Rio Preto é ideal. Na central de tratamento de resíduo, o concreto vai para um britador e a madeira é picada. “É a solução ideal e não é muito cara, pode ter parceiros privados”, afirma.

De acordo com o engenheiro civil Ibraim Godoy da Silva Neto, que tem especialização na área de saneamento ambiental, o custo por módulo é de R$ 1 milhão. O valor engloba equipamentos, galpões e máquinas. Cada unidade gera 15 empregos.

Para Ibraim, Campo Grande comporta quatro centrais, uma para cada região. “Se fizer comparativo, o custo hoje é até maior do que se tivesse processamento”, salienta. Afinal, o poder público precisa manter o aterro e fazer a limpeza nos locais irregulares de descarte de entulho. Os resíduos da construção fazem parte da dispendiosa gestão do lixo, orçada pela prefeitura em R$ 89.517.407 em 2015.

Reaproveitado, o “lixo” ganha novas utilidades e reduz custos. Parte do entulho pode ser reciclada e utilizada como sub-base da pavimentação. “Aceita compactação é permeável”, afirma o engenheiro civil.

Mas os usos dão diversos. “Fabricação de meio-fio, argila, tubo de drenagem, bancos para praça, enfim uma série de peças estruturais. Além de poder utilizar, no caso do concreto limpo, vigas e pilares”, explica Ibraim.

Na semana passada, o titular da Seintrha (Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Habitação),Valtemir Alves de Brito, afirmou que o problema dos entulhos na cidade é “seríssimo” e a a administração estadual se empenha em estruturar o novo aterro.

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