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Capital

Com 30 denúncias sobre fura-fila da vacina, maioria é arquivada pelo MP

Pelo menos metade delas já foram arquivadas e nenhuma ilegalidade foi constatada até o momento

Por Lucia Morel | 07/05/2021 15:22
Homem recebe dose da vacina no Guanandizão, em Campo Grande. (Foto: Paulo Francis)
Homem recebe dose da vacina no Guanandizão, em Campo Grande. (Foto: Paulo Francis)

Com cerca de 30 denúncias relacionadas à vacinação contra covid-19 desde janeiro, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, nas duas promotorias que atuam com assuntos de saúde, ainda não identificou irregularidades em Campo Grande, seja sobre suspeitas de fura-filas ou quanto a atrasos na aplicação.

A promotora da 32ª Promotoria de Justiça, Filomena Fluminham, afirma que a maioria das denúncias são pontuais e solucionadas em pouco tempo, já que a apuração do ministério junto ao município, via documentação, confirma a ocorrência legal dos fatos ou ao menos, apresenta explicações adequadas.

No caso dos fura-filas, por exemplo, maioria dos casos já foi arquivado, porque houve confirmação das entidades de saúde e da própria Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) de que a aplicação da vacina em determinada pessoa ocorreu dentro do previsto no Plano de Vacinação.

Conforme a promotora, o maior receio era com os casos de fura-filas, mas maioria dessas denúncias já foram arquivada. Isso porque nelas, os denunciantes alegam que os vacinados não tinham idade para isso ou não seriam da linha de frente de combate covid.

“O Plano Nacional lista trabalhadores de saúde e não apenas médicos e enfermeiros. Pega o pessoal da limpeza, da manutenção, recepcionistas das unidades de saúde, cozinheira, auxiliares. Por falta de conhecimento da população, muitas denúncias foram nesse sentido”, explicou a promotora.

Atrasos – no caso da vacinação da segunda dose da Coronavac, Filomena afirma que o atraso não é ocasionado pelo município ou pelo Estado, mas por planejamento do Ministério da Saúde.

Nesses casos, havia o inconformismo dos denunciantes no atraso da aplicação, mas diante das informações colhidas, soube-se – como também vem sendo amplamente divulgado – que há falta ao Instituto Butantan do IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), que vem da China para produção da Coronavac.

Ocorre que o envio desse ingrediente atrasou, diminuindo o andamento de fabricação do imunizante no Brasil. “Estados e municípios estão dando andamento nessa vacinação conforme o Ministério da Saúde”, sustentou a promotora, lembrando que o próprio ministério orientou que quanto maior a janela entre a primeira e a segunda aplicação, maior tende a ser a efetividade da vacina.

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