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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

07/05/2018 17:10

Com 40% dos pontos ao relento, prefeitura quer instalar 600 coberturas

Diretor-presidente da Agetran pede que a população evite construir coberturas, como fez a dona de casa Maria de Lourdes

Gabriel Neris e Kleber Clajus
Prefeitura quer instalar 600 novas coberturas em pontos neste ano (Foto: Kleber Clajus)Prefeitura quer instalar 600 novas coberturas em pontos neste ano (Foto: Kleber Clajus)

A atitude da aposentada Maria de Lourdes, de 78 anos, de fazer sozinha a cobertura de um ponto de ônibus no bairro Vivendas do Parque, em Campo Grande, comoveu muita gente na semana passada e levou a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) a agir: uma nova estrutura foi construída no local no fim de semana, ao lado da improvisada pela aposentada. A situação, que é conhecida de perto por quem usa o transporte coletivo, é a mesma em quase 40% dos locais em que o cidadão para para esperar o coletivo.

Assim como aconteceu com o caso do ponto no Vivendas do Parque, a previsão dada pelo município é que o problema seja resolvido em 600 locais ainda este ano, com a instalação de abrigos, como informou o diretor-presidente da Agência, Janine Bruno.   De acordo com ele, a cidade tem hoje 3.479 paradas. Desses, 2.097 são cobertas e outras 1382 são desprotegidas.

Segundo Janine, a prefeitura instalou 141 coberturas nesta gestão. Janine diz que ainda neste ano serão 500 novos abrigos financiados pela Caixa, por meio do programa Pró-Transporte e outras 100 através de verba da Agetran, totalizando as 600 previstas. “Vamos dosar as instalações dentro de todas as regiões, em pontos com fluxo maior de passageiros e depois nos de menor fluxo”, explicou.

Janine Bruno pede que a população não construa pontos para a própria segurança (Foto: Kleber ClajusJanine Bruno pede que a população não construa pontos para a própria segurança (Foto: Kleber Clajus

Tecnologia - Janine explica que existe um esforço para que todos os novos pontos cobertos possuam QR Code, código de barras bidimensional escaneado por smartphones, com os quais o usuário tem informações como o tempo de chegada das linhas que passam pelo local. O ponto deve receber um número de identificação para facilitar que a pessoa entre em contato para pedir informações sobre o ônibus.

No próximo dia 15, está previsto o lançamento oficial do aplicativo “Todos no ônibus” destinado aos deficientes visuais. Nele, quem necessitar de atendimento especial poderá solicitar o ônibus que deseja e assim que o veículo chegar o motorista chamará a pessoa pelo nome. Inicialmente, a ferramenta deve atender cerca de 520 pessoas, número de cadastrados pelo Consórcio Guaicurus que têm direito a gratuidade.

Ao comentar o caso específico da moradora que improvisou o abrigo, o diretor presidente da Agetran pede que a população evite adotar a mesma alternativa. Embora, assim como a maioria, elogie a força de vontade da moradora, o diretor diz que não é o melhor caminho. “É uma atitude incrível, mas o ideal é que as pessoas aguardem que os pontos sejam cobertos”, pede Janine. Segundo ele, a principal preocupação é com as questões de segurança, considerando que uma construção improvisada pode ser insegura para quem usa.

A orientação aos moradores para fazer esse tipo de reclamação é usar o telefone 156 ou ainda o aplicativo Fala Campo Grande, que permite ao cidadão fazer reclamações e sugestões ao poder público.

Idosa construiu cobertura, mas no sábado a prefeitura deu início a instalação do novo ponto ao lado (Foto: Saul Schramm)Idosa construiu cobertura, mas no sábado a prefeitura deu início a instalação do novo ponto ao lado (Foto: Saul Schramm)


Agora é a D. Maria que está errada né? Quer que a gente aguarde até quando? Daqui a pouco chega o frio de novo, e chegam as chuvas, e está tudo como sempre. E me diz do que adianta esse QR Code? De nada, pois aquilo é só pra enganar bobos. Os ônibus nunca passa no horário que informa no site, no aplicativo e não vai passar por causa do QR Code. Cada motorista faz o que quer, passa quando quer, e muitas vezes nem passam. Quando não atrasam, adiantam demais, o que em nenhum caso, nos serve de nada. A prefeitura deveria fazer uma fiscalização mais efetiva quanto a isso.
 
Mariana Carvalho em 07/05/2018 17:43:43
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