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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

11/07/2016 11:30

Com despesas inchadas, Prefeitura da Capital reduz investimentos em 92%

Fernanda Mathias
Casas entregues no Vespasiano Martins estão entre as poucas obras executadas este ano (Foto: Marina Pacheco)Casas entregues no Vespasiano Martins estão entre as poucas obras executadas este ano (Foto: Marina Pacheco)

Na lanterna entre as Capitais brasileiras, a Prefeitura de Campo Grande investiu somente R$ 2,72 milhões nos quatro primeiros meses de 2016, montante 92% menor que em igual período do ano passado, quando os investimentos totalizaram R$ 33,9 milhões. Segundo a administração municipal, reflexo do acúmulo de dívidas da gestão anterior.

Os dados são do Tesouro Nacional, Ministério da Fazenda e confirmados pelo secretário municipal de Planejamento, Controle e Finanças, Disney de Souza Fernandes. “Isso ocorreu em função do enorme deficit que encontramos, priorizamos a folha de pagamento em detrimento dos investimentos em infraestrutura”.

Conforme os dados do Tesouro Nacional, os gastos com pessoal e encargos da folha de pagamento foram 25% maiores no primeiro quadrimestre deste ano, somando R$ 61,9 milhões frente a R$ 49,2 milhões no mesmo período de 2015.

Também foi significativamente maior o repasse para amortização dos juros da dívida com a União, que teve um saldo 30%, atingindo neste ano R$ 67,3 milhões. Já as despesas correntes, passaram de R$ 73,9 milhões a R$ 87,3 milhões, um crescimento de 18%.

Dentre as poucas obras feitas neste ano, 42 casas entregues inacabadas pela Prefeitura dia 1º de julho, sem forro e sem reboco (Foto: Marina Pacheco)Dentre as poucas obras feitas neste ano, 42 casas entregues inacabadas pela Prefeitura dia 1º de julho, sem forro e sem reboco (Foto: Marina Pacheco)

Sem recursos – “Não estamos com aumento da capacidade de investimento. Além disso, temos as despesas já vinculadas, como saúde e educação. É um ano de ajuste fiscal e definição de prioridade”, avalia o secretário. Quando aos investimentos realizados, Disney explica que foram “algumas situações que estavam dentro da capacidade financeira” da Prefeitura.

Dentre eles está a construção de casas para famílias removidas em março da favela cidade de Deus. As 42 unidades foram entregues em junho, inacabadas, sem reboco ou forro. Sem recursos próprios, a Prefeitura também não conseguiu viabilizar R$ 12,6 milhões junto à Caixa Econômica, que seriam usados como contrapartida em obras de reurbanização nas regiões dos córregos Bálsamo, Segredo e Taquaral.

O recurso se somaria a outros R$ 68 milhões do governo federal. O projeto solicitando autorização para empréstimo foi enviado à Câmara dos Vereadores dia 10 de maio, mas somente apreciado na quinta-feira passada, dia 7, pelos vereadores que o rejeitaram, considerando o período eleitoral.

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