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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

11/02/2014 17:56

Com dinheiro em caixa, prefeitura mantém videomonitoramento no papel

Graziela Rezende

Qualificado por empresários campo-grandenses como o projeto que “mudaria a cara da cidade”, além de trazer mais segurança e novos hábitos à população, o videomonitoramento segue parado, mesmo com R$ 2 milhões em recursos liberados pelo Ministério da Justiça e que, exatamente há um ano e um mês, estariam na conta da Prefeitura Municipal.

“Desde o dia 11 de janeiro de 2013 o dinheiro foi liberado para a aquisição das 22 câmeras, que seriam instaladas na região central. E em todas as reuniões do Conselho Comunitário de Segurança discutimos o assunto, sem entender porque tamanha falta de comprometimento”, afirma o presidente do Conselho Comunitário de Segurança da Região Central, Adelaido Luiz Vila.

Com o videomonitoramento, segundo o presidente, é garantida a redução de crimes em 70%. “O aparato policial que fica no centro poderia ser deslocado para outras regiões. Porém os militares ficam comprometidos para cuidar de flanelinhas, pichadores e ladrões que rondam os comércios. Entre outras, ainda teríamos melhorias nos hábitos culturais, já que o comportamento dos transeuntes e motoristas muda quando eles estão sendo vigiados 24h”, avalia o presidente.

Recentemente, em duas reuniões com o prefeito da Capital, Alcides Bernal (PP), o presidente diz que ele garantiu dar andamento às licitações. “No início, ele culpava o Tribunal de contas do Estado, então fomos lá e explicamos que, como a verba é federal, não tinha o porquê de eles interferirem no recurso, sendo ele devolvido para a prefeitura no ano passado”, comenta o presidente.

Além da agilidade com as licitações, o presidente ressalta que o local escolhido para ser a central das câmeras, na antiga Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), em frente ao Horto Florestal, está “completamente abandonado”.

“Este projeto demonstra a maior falta de respeito com o cidadão, já que não se trata somente de um processo licitatório atrasado, mas o desrespeito com pessoas que pagam os seus impostos e querem melhorias na cidade. Enquanto isso, a região central permanece com 300 mil pessoas transitando sem segurança”, argumenta o presidente.

Zumbis – Outro problema identificado seria um grupo de usuário de drogas sendo usado por traficantes. “Temos em média 30 jovens que vendem três entorpecentes em troca de um, para uso próprio. Eles se tornaram verdadeiros zumbis no centro de Campo Grande e tenho certeza que os traficantes poderiam ser identificados com as câmeras”, comenta o presidente.

Prevenção e repressão – Para o delegado Wellington de Oliveira, titular da 1ª Delegacia de Polícia e que atua na região central, o que está ocorrendo é um desserviço sem tamanho com os campo-grandenses.

“As câmeras podem antecipar o comportamento dos transeuntes, marginais e motoristas. Além disso, é uma ferramenta que auxilia na prevenção e repressão, então a população que paga os impostos fica prejudicada com a violência e a criminalidade”, finaliza o delegado.

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tem mais 3 anos ainda,,agora aguenta!! que fase em campo grande? e eu achando que estava escolhendo o melhor pra vc!
 
ronaldo ferreira em 12/02/2014 02:18:17
Não tenho dúvida de que o Bernal foi a pior decisão que os campo-grandenses tomaram desde o início da cidade! E o que eu acho mais engraçado é que NADA acontece com esse cara! Tá mamando na teta da vaca (leia-se: recebendo o salário dele todo mês) e não está abanando o rabo (leia-se: não está preocupado) com o cidadão campo-grandense! FORA BERNAL! E ainda quer colocar câmeras que só funcionam durante o dia, pois não tem infra-vermelho! Seria cômico, se não fosse trágico!
 
Ricardo Boretti em 11/02/2014 21:52:27
Francamente...há muita coisa que precisa ser mudada em ''prol'' da segurança pública.Começando em ter mais rondas ostensivas nos bairros da capital.em plena luz do dia,é possível ver grupo de usuários,e traficantes,com o uso da maconha,craque,e entre outros.Na minha opinião,cada bairro deveria ter instalado um posto fixo da Polícia Militar,para atender as ocorrências,e coibir, á ação de marginais.
 
Jean Benjamim em 11/02/2014 20:09:39
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