A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

11/09/2012 18:58

Estudantes da UFMS só devem concluir semestre em março de 2013

Helton Verão

Apesar de atrasar o ano letivo, alunos também veem greve como positiva

Apenas aulas dos mestrados estão acontecendo. Os corredores seguem vazios (Foto: Pedro Peralta)Apenas aulas dos mestrados estão acontecendo. Os corredores seguem vazios (Foto: Pedro Peralta)

Uma assembleia na próxima sexta-feira (14) deverá selar o fim da greve dos professores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), que já passa de 90 dias. A proposta que varia de 25% a 43% de reajuste, além de algumas alterações que irão reestruturar a carreira deverão ser aceitas.

O resultado da greve é que o segundo semestre letivo só será concluído no ano que vem. A expectativa da Adufms (Associação dos Docentes da UFMS) é de que o ano letivo de prolongue até março de 2013, com pausas apenas para as festas de fim de ano.

“Foi uma das melhores negociações que aconteceu com o governo entre servidores públicos. Apenas militares conseguiram benefícios melhores que os professores”, conta o presidente da Adufms, Paulo Roberto Bastos.

Segundo o presidente, além do reajuste, a proposta diminui os níveis de cargos entre auxiliares e assistentes, também do teto padrão para os titulares. Ela havia sido feita no dia 3 de agosto, mas demorou a ser aprovada devida uma das duas entidades sindicais, não concordarem com a proposta.

Ainda aguardam em breve a regulamentação da lei que destinará 10% do PIB (Produto interno bruto) destinados a educação no Brasil.

Odilea estuda nos corredores antes mesmo o início das aulas (Foto: Pedro Peralta)Odilea estuda nos corredores antes mesmo o início das aulas (Foto: Pedro Peralta)

Entre os acadêmicos, o discurso é de apoio aos professores, apesar de lamentar o prolongamento do ano letivo. “A paralisação foi para algo melhor para a UFMS, o atraso a recuperamos depois”, comentou a acadêmica de Psicologia, Odilea Estrela, de 20 anos.

Odilea iria ingressar no curso neste semestre, a baiana, da cidade de Itabuna, mudou-se para a Capital para fazer a graduação.

Outras acadêmicas do curso de Jornalismo, Natália Moraes e Caroline Cardoso, ambas de 18 anos, elogiaram a paralisação e que com ela se formou um ambiente para novas discussões no futuro.

“A greve é uma ferramenta que sempre vai prejudicar alguém, mas com ela garantimos que o ensino público não seja sucateado”, comenta Natália.

A reunião do sindicado com os professores, acontece na sexta-feira, às 9 horas, no auditório do laboratório do CCBS (Centro de Ciências Biológicas e da Saúde) da UFMS. O reajuste deverá ser imediato, já as ações de reestruturação da carreira entrarão em vigor a partir de março de 2013.

Abstenção em concurso da Câmara Municipal da Capital passa dos 30%
O domingo (17) foi de provas para milhares de campo-grandenses, tanto na manhã como no período da tarde, no concurso da Câmara Municipal, que segundo...
Com forte dores, mulher reclama de falta de atendimento em UPA
Mesmo apresentando fortes dores e inchaço na região do estômago, sem conseguir comer a três dias, uma mulher que procurou atendimento na UPA (Unidade...
Problema rotineiro, chuva causa alagamentos no bairro Cidade Morena
A chuva que atingiu Campo Grande no fim da tarde deste domingo (17) causou vários problemas à população, desde alagamentos a problemas estruturais em...


a reportagem diz que
"
Apenas militares conseguiram benefícios melhores que os professores”, conta o presidente da Adufms, Paulo Roberto Bastos."

militares ? que militares ? que aumento ?
 
ROBERTO DIAS em 12/09/2012 12:10:10
Contudo vemos que neste país independentemente qual partido esteja na nossa governança, estaremos sempre perecendo nos fatores que nós necessitamos como a educação, saúde e moradia, sou acadêmico da UFMS e digo que para mim esta greve poderia ter acabado bem antes dos 90 dias era apenas necessário que nossos representantes, no que diz respeito a presidência fizessem a sua parte.
 
Oseias Daniel em 12/09/2012 10:55:16
tá certo que tem alguns bons profissionais, mas a grande maioria são todos uns bandos de mercenarios que não se preocupam nem um pouco com o ensino e sim com o que terãos de benefiçio....báááá.
 
valdeci santos em 12/09/2012 10:49:15
“No Japão, o único profissional que não precisa se curvar diante do imperador é o professor, pois segundo os japoneses, numa terra que não há professores não pode haver imperadores”..Aqui devia ser da mesma forma.Ao invez de criticar os professores devemos ajuda-loa a ter seu merecido reconhecimento.Onde desde pequena ate o ensino médio, e onde curso minha faculdade.Todos sao excelentes.
 
Patricia Alves em 12/09/2012 10:12:39
O que se vê, na prática, são professores (veja bem, os de universidade exclusivamente) recebendo salários altos e em contrapartida explorando os alunos para coseguirem mais projetos financiados e publicações que lhes renderão maiores remunerações. Não é muito diferente ver que a maioria das aulas é um professor que só indica as bibliografias necessárias e vai embora cuidar da sua vida.
 
Richard Pereira em 12/09/2012 09:24:44
Concordo com Richard Pereira, bom mas também há alguns muito bons!!! Outros, quero dizer a grande maioria exploram realmente os alunos!
 
Rodrigo Hiroshi em 12/09/2012 05:24:07
Os professores merecem uma melhor carreira e sobretudo um salário melhor; os educadores deste país veem" fazendo bem o seu trabalho" porque em um país que poucas pessoas mandam em quase duas centenas de milhões de pessoas que docilmente observam sem reagir a tantas denuncias de corrupção, de caos na saude, a violência, etc..., esse imobilismo e essa mordaça é produto da educação pública deste país
 
Antonio Barbosa em 11/09/2012 08:55:03
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions