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Capital

Com nota de alto risco, salões de beleza não têm data para reabrir

Para poderem voltar a funcionar, estabelecimentos terão que apresentar plano de biossegurança

Por Lucia Morel | 04/04/2020 20:25
Muitos locais estão funcionando à revelia do decreto que impede a abertura de estabelecimentos comerciais. (Foto: Kisie Anoiã)
Muitos locais estão funcionando à revelia do decreto que impede a abertura de estabelecimentos comerciais. (Foto: Kisie Anoiã)


Entre os estabelecimentos com pontuação zero pela Prefeitura de Campo Grande, clínicas de estética e salões de beleza – assim como instituições de ensino – ainda não têm data certa para voltarem a funcionar. Para isso, terão que apresentar um Plano de Contenção de Riscos.

O secretário de meio ambiente, Luís Eduardo Costa, que está à frente da normatização das ações para que a atividade econômica retorne em período de epidemia do novo coronavírus, é enfático. “A orientação é ficar em casa, mas se é para trabalhar, tem que seguir regras de biossegurança”.

Para a presidente do Sindicato dos Proprietários e Profissionais da Área de Beleza de Mato Grosso do Sul, Lucimar Roza, a pontuação baixa da categoria na análise da prefeitura, foi exagerada.

Para permitir a abertura gradual das empresas, o município avaliou o grau de risco das atividades econômicas através de notas que vão do 0 ao 5, sendo a mínima, para atividades de maior risco sanitário e de contágio para a Covid-19 e a máxima, mais segura.

“Eu entendo a preocupação da saúde, do prefeito, mas nossa categoria é muito grande, sempre trabalhamos e não temos problema em atender as normas, mas a classificação dificulta nossa reabertura”, disse a presidente.

Em reunião com o secretário de meio ambiente, Lucimar disse que ficou claro como o Plano de Biossegurança deve ser feito e ficou definido que o sindicato vai elaborar um único documento, com validade para todos os estabelecimentos de estética e beleza. Até então, cada salão deveria fazer o seu.

“Já temos um médico do trabalho e um infectologista que nos ajudarão a redigir esse plano e estudando a melhor forma possível pra esses espaços poderem abrir com segurança, tanto para os profissionais quanto para os clientes”, comentou a presidente.

Segundo ela, o pedido para que o sindicato apresentasse um plano com validade para todos os estabelecimentos surgiu porque são pelo menos oito mil salões em Campo Grande e 32 mil trabalhadores na área. “O problema seria principalmente para os pequenos, que não têm condições de arcar com o custo de fazer esse plano”.

Sobre os locais em funcionamento mesmo com a proibição, Lucimar diz que a orientação da prefeitura e do sindicato é que fiquem fechados.

EXPECTATIVA – De acordo com Lucimar, a expectativa é que até o dia 9 de abril todos os estabelecimentos possam reabrir normalmente. “Queremos que seja o mais rápido possível. Segunda já vamos nos reunir com os médicos e voltar a conversar com o secretário. Espero que até dia 8 ou 9 esteja tudo pronto”.

No entanto, a prefeitura precisa aprovar o Plano de Contenção de Riscos e mesmo depois disso, continuará fiscalizando, para verificar se os estabelecimentos estão cumprindo as normas previstas.

Além disso, mesmo com o plano em mãos, os estabelecimentos deverão cumprir ainda mais uma regra: atender apenas uma pessoa por horário. Isso porque o decreto gesta as regras, mas a resolução número 39, que também deve ser seguida, orienta os “pormenores” das atividades e suas particularidades.

Nela, há obrigatoriedade de clínicas de estética e salões de beleza atenderem com agendamento de horário e atendimento individual. Além disso, os profissionais devem usar máscaras e luvas, reduzir o fluxo de pessoas e trabalhadores no interior do estabelecimento e cumprir regras sanitárias ao chegarem e ao saírem do serviço.