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Capital

Com plenário vazio, comparsa de Nando nega envolvimento em morte de adolescente

Adolescente de 16 anos foi morta estrangulada com uma correia de máquina de lavar roupas

Por Kerolyn Araújo e Clayton Neves | 23/10/2019 09:54
Wagner Vieira Garcia negou participação na morte de adolescente de 16 anos. (Foto: Henrique Kawaminami)
Wagner Vieira Garcia negou participação na morte de adolescente de 16 anos. (Foto: Henrique Kawaminami)

Apontado como comparsa de Luiz Alves Martins Filho, o Nando, no assassinato da adolescente Jenifer Luana Lopes, 16 anos, está sendo julgado nesta quarta-feira (23) na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Wagner Vieira Garcia, 27 anos. Com o plenário vazio, o réu negou a participação no crime.

Segundo denúncia do MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Wagner teria convencido a jovem a entrar no carro do serial killer, mesmo sabendo da intenção que ele tinha de mata-la. O motivo da execução seria vingança porque Nando desconfiava que havia sido furtado pela vítima.

Ao juiz Aluízio Pereira dos Santos, Wagner contou que conhecia o serial killer de vista porque moravam no mesmo bairro, mas não mantinham nenhuma relação de amizade. ''Não entendi porque ele (Nando) fez isso. Para me acusar de algo que eu não fiz, ele não deve gostar de mim", disse.

Ainda segundo o réu, no dia do crime ele não teve contato com Jenifer e ressaltou que seria um dos alvos do serial killer. ''Eu também era uma possível vítima dele. O Nando planejava me matar porque ele sempre era roubado por usuários de drogas e eu era usuário", disse.

Wagner foi incluído no processo após um dos depoimentos de Nando. Para a defesa, não existem elementos para incriminá-lo. ''Não existe provas suficientes para acusar o réu, tanto que na denúncia inicial ele não foi acusado", comentou o advogado Gustavo Pinheiro.

O crime - Nando teria decidido matar a adolescente por vingança, depois de supostamente ter sido furtado por ela. Jenifer foi levada para a região de mata no Jardim onde foi morta estrangulada com uma correia de máquina de lavar roupas, em março de 2016.

No mês passado, o serial killer foi julgado pela morte da adolescente e foi condenado a 16 anos e 10 meses de prisão pelo crime.

Nando é acusado de ter matado pelo menos 16 pessoas, entre os anos de 2012 e 2016, e ficou conhecido como um dos maiores serial killers do Estado, pela quantidade e a forma cruel como executava os crimes. As vítimas eram, em maioria, jovens mulheres envolvidas com consumo de drogas e inseridas em contexto de vulnerabilidade social.

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