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Capital

Com técnica aprendida há 5 anos, mulher reanima bebê afogado em banheira

Simone Gaspar estava em frente de casa quando viu a vizinha correr desesperada com a filha nos braços

Por Silvia Frias e Bruna Marques | 27/02/2021 18:13
Simone demonstra como conseguiu reanimar a filha da vizinha (Foto: Henrique Kawaminami)
Simone demonstra como conseguiu reanimar a filha da vizinha (Foto: Henrique Kawaminami)

A doméstica Simone Gaspar, 37 anos, estava em frente de casa quando viu a vizinha sair de casa, desesperada, com a filha de 7 meses nos braços, no Parque do Sol, em Campo Grande. A criança tinha acabado de se afogar na banheira e estava desfalecida.

Simone lembrou-se de técnicas aprendidas há 5 anos, quando a filha dela nasceu prematura. Pegou o bebê dos braços da mãe e começou a dar tapinhas nas costas dela, a chamada tapotagem. Antes da chegada da equipe do Corpo de Bombeiros, o bebê já havia recobrado os sentidos.

“Ela voltou e começou a chorar”, lembra Simone. A doméstica estava em casa, acompanhada de familiares e aproveitava o sábado para descansar e comemorar seu aniversário de 37 anos.

O afogamento aconteceu por volta das 16h. A mãe do bebê, uma jovem de 18 anos, se preparava para dar banho na filha e encheu a banheira que estava no chão.

Enquanto saiu para buscar toalha, a criança engatinhou e entrou na banheira, se afogando.

Ao voltar para o banheiro, a jovem encontrou a criança submersa. Correu desesperada para fora, pedido socorro. Simone conta que a moça estava em choque e só repetia ‘vou perder minha filha, vou perder minha filha’. Além dos tapinhas, Simone também aspirou o nariz da bebê.

Foram cerca de 25 minutos até que a menina fosse reanimada por completo. Depois que o Corpo de Bombeiros chegou, foi levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Universitário. Não há informações do estado de saúde da criança.

A assessoria do Corpo de Bombeiros informou que a melhor técnica é a tapotagem seguida de massagens cardíacas no tórax. A aspiração pelo nariz não é mais protocolo usual adotado para salvamento, já que nem sempre pode ter resultado esperado.

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